Mais um caderno que terminou. Este talvez seja o melhor dos últimos anos. Há uma sensação de conforto quando se tem a consciência de que estas experiências foram melhores que as anteriores.
O que é incrível, e contrariamente a todos os urbansketchers que conheço, é que tenho mandado fora todos os cadernos que preenchi com os meus desenhos. Sou tão desapegado às coisas que sempre que arrumo a casa, olho para eles e penso que só estão a ocupar espaço. É verdade que a existência deste Blog ajuda a tomar esta decisão e também, sejamos francos, não há grande motivo de orgulho no resultado final. Por outro lado não gosto de ter coisas. Tenho aliás uma formula que diz que, se não usei um objecto nos últimos seis meses é porque não preciso dele. Quando estou prestes a comprar um produto penso sempre nisso, quantas vezes é que o vou usar. Tornei-me o homem menos consumista que conheço, mas a Melissa e o Gabriel conseguem equilibrar o universo familiar numa visita a um loja do chinês.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Descarregar desenhos
As viagens diárias persistem e as pessoas continuam a sentar-se à minha frente numa longa jornada pelo tempo.
Vamos todos ficando mais velhos, com mais cabelos brancos e com mais rugas. O desenhado e o desenhador. Mas neste pequeno momento em que partilhamos os quilómetros entre o Cais Sodré e a Parede, noto que o tempo passa porque, tal como me foi prometido desde o início, os desenhos vão ficando um bocadinho melhores.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Outra vez Playstation
Passei o Sábado deitado no sofá a ver o Gabriel a jogar. às vezes adormecia e quando voltava a acordar o Buchas continuava entretido. Entre o abrir e fechar de olhos tive tempo para o desenhar.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Playstation
Em Setembro vou finalmente tentar apreender mais a sério a desenhar faces, num curso de 10 horas em que me inscrevi. Não sei o que vai acontecer, mas tenho sérias reservas em pensar que o meu traço atabalhoado e primário consiga aprender a sensibilidade necessária para um objectivo desses. Mas o Filipe já me conseguiu ensinar tantas coisas com sucesso que pode ser que desta vez também o faça.
Ultimamente ando entusiasmado com as aguarelas e gosto de ter motivos para pintar com elas.
Nesta Sábado, o Gabriel estava a jogar Playstation e tentei desenhá-lo. Claro, e como seria de esperar, a figura não se parece nada com ele. Contudo, se eu olhar para a pintura sem saber a sua história diria que é apenas um rapaz a jogar Playstation e, tendo apenas isso em conta, até parece razoável.
Será digno gostarmos dum desenho quando ele falha o propósito mas que, dissociado do seu objectivo, é um desenho aceitável?
Ultimamente ando entusiasmado com as aguarelas e gosto de ter motivos para pintar com elas.
Nesta Sábado, o Gabriel estava a jogar Playstation e tentei desenhá-lo. Claro, e como seria de esperar, a figura não se parece nada com ele. Contudo, se eu olhar para a pintura sem saber a sua história diria que é apenas um rapaz a jogar Playstation e, tendo apenas isso em conta, até parece razoável.
Será digno gostarmos dum desenho quando ele falha o propósito mas que, dissociado do seu objectivo, é um desenho aceitável?
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Aguarela
Os cursos de Verão são uma boa forma de dar um pontapé na monotonia. Desta vez experimentei a aguarela e, ao contrário do que é normal, tive duas horas para desenhar e pintar um modelo, a Valentina.
Este foi o resultado.
Enquanto desenhava várias vezes me interroguei se alguma vez algum estudante ofereceu um desenho à Valentina.
Este foi o resultado.
Enquanto desenhava várias vezes me interroguei se alguma vez algum estudante ofereceu um desenho à Valentina.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Apontamentos
Acho que deve ser esse o sintoma. Os meus 40 anos não conseguem acompanhar a precisão que as fórmulas das funções do Excel exigem. Voltar para uma sala de aula, desta vez, não foi um experiência agradável. O meu cérebro velho e cansado já não é capaz de compactuar com informação inútil para o resto de vida que lhe sobra. Felizmente, para mim, continua bastante alerta para os seus próprios interesses.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Fórmulas
Todos os anos sou obrigado a frequentar uma formação. Este ano calhou ser de Excel. Não é uma coisa que me fascine particularmente e também é muito provável que não utilize o que aprendi nos próximos tempos da minha vida, de maneira que não me serve de nada estar para ali.
Felizmente a presença da Vanda animou a minha manhã e deu-me uma razão para viver.
Felizmente a presença da Vanda animou a minha manhã e deu-me uma razão para viver.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Melissa
A Melissa nunca gosta quando eu a desenho porque diz sempre que parece ter 70 anos. Uma coisa que me habituei a aceitar é que sempre que tento desenhar alguém, essa pessoa pode envelhecer ou rejuvenescer entre 10 ou 20 anos. Nunca acerto com a idade nem sei o que fazer para resolver isso. Mas uma coisa aprendi com esta reacção, a Melissa não está a saber reagir bem ao passar do tempo.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Lugares reservados
No filme A lancheira, a personagem principal foi confrontada com a idade depois de um passageiro amavelmente se ter levantado e lhe ter dado o lugar.
É assim num momento como esse que tomamos consciência de que estamos velhos, não quando lemos que a filha do Kurt Cobain já tem 22 anos.
É assim num momento como esse que tomamos consciência de que estamos velhos, não quando lemos que a filha do Kurt Cobain já tem 22 anos.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Família
O Gabriel agora aprendeu a gostar de
pintar e faz desenhos uns atrás dos outros. Tem uma caixa cheia de canetas com
todas as cores que comprámos no IKEA para
ele poder fazer as suas criações à vontade. Claro que, aos poucos, as canetas foram
ficando espalhadas pelo chão da casa. Numa noite peguei em algumas e em cinco
minutos esbocei a imagem clássica das minhas noites. O Gabriel com o seu pijama
de Hulk deitado no sofá a dormir e a
Melissa a consultar os mails antes de se deitar.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Humans of suburbia
Todos os desenhos deviam contar uma história,
mas que história pode ser essa das pessoas que viajam à minha frente?
Claro que todos eles têm a sua gesta e até
ma podem cantar se eu lhes pedir, como o senhor do Humans of New York consegue, mas para
isso teria de lhes mostrar os meus traços atabalhoados e, diz-me o bom senso,
que o melhor é ficar quieto, embora saiba, apesar de tudo e todas as minhas tentativas falhadas, que alguns haveriam certamente de gostar.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Não te esqueças que os desenhos dos diários gráficos devem contar uma história
Os fins de semana têm sido bastante agradáveis
mas também cansativos. Aproveitamos o sol para passearmos os três e têm sabido
bem estes momentos familiares. O museu de História Natural estava em festa e
pareceu-nos boa ideia ir para o Príncipe Real ver o que acontecia, isto apesar
de ser impossível estacionar naquele lugar.
Matámos a fome no Prego da Peixaria, um sítio
que está na moda porque sai todas as semanas na TimeOut mas que é igual a todos
os outros sítios da moda. Decoração com objectos antigos e itens que nos fazem
lembrar a infância como os lápis Viarco com a tabuada impressa. Desenhei com o
raio do lápis, o que adorei, e tive de o roubar no fim da refeição. Apesar da
decoração e ambiente aborrecidos, os hamburguers e os pregos são muito bons e
também caros, mas a experiência compensa o preço, embora a melissa não concorde
comigo. A Melissa acha sempre que um hambúrguer ou um prego não deve custar
mais de 5 euros, independentemente da sua qualidade.
Antes dos hamburguers serem servidos, o
Gabriel pediu-me para lhe desenhar a mão, como os miúdos costumam fazer no
jardim de infância. Entretanto apareceram os croquetes e o sumo do Gabriel que
também quiseram aparecer no desenho.
Gostei muito!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
Beleza suburbana
Era linda e o dia tinha-lhe, ao que parece, corrido bem
porque segurava flores de todas as cores. Devia ser o chamamento do amor porque
não conseguia disfarçar a alegria.
Sentou-se e aproveitei para a desenhar. Ficou tímida e não
se mexeu para que o desenho me saísse bem.
E saiu!
quarta-feira, 28 de maio de 2014
OutJazz
Aproveitámos o sol e ficámos no Martim Moniz a beber Mojitos. Gostamos muito de ficar a apanhar sol no Martin Moniz.
Decidi que vou tentar fazer um curso de aguarela.
Decidi que vou tentar fazer um curso de aguarela.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Tédio
Quando estão de férias ou, como agora, as escolas estão fechadas para exames nacionais, é normal os meus colegas trazerem os miúdos para o trabalho.
Tal como para nós, não há nada de interessante para fazer durante o dia, pelo que, têm de se distrair com alguma coisa. O André, por exemplo, traz sempre a sua PSP e fica a jogar o dia todo.
Claro que, nas primeiras horas ainda está bem e interessado na consola, mas com o passar do tempo vai ficando cada vez mais aborrecido.
Tal como para nós, não há nada de interessante para fazer durante o dia, pelo que, têm de se distrair com alguma coisa. O André, por exemplo, traz sempre a sua PSP e fica a jogar o dia todo.
Claro que, nas primeiras horas ainda está bem e interessado na consola, mas com o passar do tempo vai ficando cada vez mais aborrecido.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
1º de Maio em Paris
Foi um dia de doidos. Era primeiro de Maio e sem o esperar, todos os museus estavam fechados. Não restou nenhum. Felizmente os cemitérios estavam com as portas escancaradas e fomos ao mais conhecido, Père Lachaise.
O infortúnio contudo não se esgotou no feriado. Começou a chover e rapidamente tivemos de nos abrigar nos jazigos. Enquanto a chuva não parava peguei no caderno e risquei o melhor que sei e não fiquei descontente.
A chuva continuou ao longo do dia e espiámos a Torre Eiffel. Fomos para um café e ficámos sentados a beber cerveja enquanto olhávamos para as mesas pequeninas e para os parisienses a falar coladinhos uns aos outros.
O infortúnio contudo não se esgotou no feriado. Começou a chover e rapidamente tivemos de nos abrigar nos jazigos. Enquanto a chuva não parava peguei no caderno e risquei o melhor que sei e não fiquei descontente.
A chuva continuou ao longo do dia e espiámos a Torre Eiffel. Fomos para um café e ficámos sentados a beber cerveja enquanto olhávamos para as mesas pequeninas e para os parisienses a falar coladinhos uns aos outros.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Tentativas
Gosto quando o comboio está mais cheio do que o normal e as carruagens ficam cheias de gente. Isso dá-me a possibilidade de procurar as pessoas noutras posições que não aquela em que normalmente as desenho.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























