Gosto quando o comboio está mais cheio do que o normal e as carruagens ficam cheias de gente. Isso dá-me a possibilidade de procurar as pessoas noutras posições que não aquela em que normalmente as desenho.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Ando um bocado atrevido
Estes últimos desenhos foram feitos comigo armado ao pingarelho. Os comboios em que viajava estavam com alguma gente e não escondi o acto de desenhar como habitualmente faço. Fiquei ali a traçar um momento da vida das pessoas sem qualquer vergonha, com a confiança de que tudo vai sair bem, afinal de contas já faço isto há algum tempo e os erros vão, felizmente, diminuindo.
É certo que não desenho nada de especial mas acho que, desta vez, nenhum dos desenhados ficaria descontente.
É certo que não desenho nada de especial mas acho que, desta vez, nenhum dos desenhados ficaria descontente.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Centro das atenções
Se o fiz uma vez posso fazê-lo muitas mais. Um homem, uma lapiseira, uma borracha e um comboio com muita gente a espreitar. Acho que estar com pessoas a mirar faz com que me esforce mais.
Quando algum passageiro fica o tempo da viagem a olhar para o que estou a desenhar sinto que isto nem está a correr mal.
Quando algum passageiro fica o tempo da viagem a olhar para o que estou a desenhar sinto que isto nem está a correr mal.
terça-feira, 11 de março de 2014
Caderno novo com argolas e tudo!
Quando compro um caderno novo, esforço-me sempre para que os desenhos saiam bem logo ao princípio. Depois avacalho, claro!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Afinal o sol não morreu
Agora que os dias começaram a crescer, já consigo ver o pôr-do-sol depois de chegar à Parede. É bom ir ao infantário do buchas ainda de dia e conseguir levá-lo à praia para um café e um sumo de laranja.
Hoje esteve a contar-me que sonhou com um Pluto gigante e que ele também entrava no sonho e mandava bolas ao Pluto para ele apanhar.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A trilogia do grafite
Nestes dias não pára de chover, os chapéus de chuva são uma companhia assídua e acabam sempre por ficar no desenho.
Não me lembro de ter chovido tanto como este ano. Caramba que é difícil andar por aí a fazer coisas alegres e a respirar a luz.
Já perdi um workshop e um encontro por causa da chuva. Já não tenho idade para apanhar uma molha e achar giro.
Não me lembro de ter chovido tanto como este ano. Caramba que é difícil andar por aí a fazer coisas alegres e a respirar a luz.
Já perdi um workshop e um encontro por causa da chuva. Já não tenho idade para apanhar uma molha e achar giro.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Altar of Plagues
O metal mais pesado tem em mim um efeito tranquilizador. Apesar de todo o caos que esta música sugere e da brutalidade que lhe está associada tanto na forma rápida de tocar como na gritaria, a mim tudo me parece harmonioso e belo.
Nunca fui um adepto das letras da grande maioria destas bandas e confesso que toda aquela treta de vestir de preto e ter um ar assustador não me seduz minimamente, mas o que é que eu posso fazer, adoro a música que sai daquelas guitarras e baterias.
Descobri recentemente este grupo que põe de lado todos os clichés e coloca o death metal num patamar diferente. O último disco deles, Teethed Glory and Injury é um álbum conceptual tão magnífico que pensava que não se podiam fazer coisas destas no Death Metal e quando fui ver as letras, descobri que não há uma única vez escrita a palavra death ou blood. Encantado com a descoberta fui atrás dum concerto e dei de caras com malta sem o tradicionalismo metaleiro que até vai de camisa tocar.
Tou encantado!
Um concerto aqui!
Nunca fui um adepto das letras da grande maioria destas bandas e confesso que toda aquela treta de vestir de preto e ter um ar assustador não me seduz minimamente, mas o que é que eu posso fazer, adoro a música que sai daquelas guitarras e baterias.
Descobri recentemente este grupo que põe de lado todos os clichés e coloca o death metal num patamar diferente. O último disco deles, Teethed Glory and Injury é um álbum conceptual tão magnífico que pensava que não se podiam fazer coisas destas no Death Metal e quando fui ver as letras, descobri que não há uma única vez escrita a palavra death ou blood. Encantado com a descoberta fui atrás dum concerto e dei de caras com malta sem o tradicionalismo metaleiro que até vai de camisa tocar.
Tou encantado!
Um concerto aqui!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Black
Quando se navega pelo Spotify encontram-se maravilhas daquelas que, de outra forma, seriam muito difíceis de dar de caras.
Isto porque este serviço tem a amabilidade de conhecer os meus gostos e frequentemente dá-me dicas de músicas que talvez goste e, para ser sincero, acerta tantas vezes que fico assustado com a sua capacidade de adivinhação.
No outro dia chutou-me com um disco duplo do Sr. Franck Black Francis que são as demos que ele gravou com a sua guitarra acústica em 1987 antes dos Pixies explodirem .
Um mino tão grande que passo os dias a ouvir aquilo.
Isto porque este serviço tem a amabilidade de conhecer os meus gostos e frequentemente dá-me dicas de músicas que talvez goste e, para ser sincero, acerta tantas vezes que fico assustado com a sua capacidade de adivinhação.
No outro dia chutou-me com um disco duplo do Sr. Franck Black Francis que são as demos que ele gravou com a sua guitarra acústica em 1987 antes dos Pixies explodirem .
Um mino tão grande que passo os dias a ouvir aquilo.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Às segundas é sempre pior
A Melissa ofereceu-me este pequeno calendário onde me é
proposto desenhar uma coisa todos os dias. Dum momento para o outro tenho a
tarefa de rabiscar 365 coisas o que pode ser muito encantador para quem está de
fora, mas para mim, que embarquei nesta aventura de cabeça, é uma empreitada hercúlea
e ainda estamos em Janeiro.
Seja como for, independentemente disso, este desenho diário é,
todavia, aquele momento em que me sinto menos só nos dias de semana, mesmo que
no edifício onde trabalho estejam mais de 60 pessoas.
Por isso, mesmo sem estar aqui ao meu lado, a Melissa
conseguiu, por meia hora afastar de mim esta tremenda solidão laboral em que vivo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Onliners
Tenho uma adoração por este desenho. Não se pode considerar que seja bom, mas o prazer que me deu fazê-lo compensa tudo e senti a razão porque gosto tanto de rabiscar. Na verdade não é a qualidade do desenho que tem importância mas o prazer de o fazer.
A história é simples. Fui para a Biblioteca com o Gabriel e ele quis ver o Estrunfes 2 no leitor de DVD de lá. Não tinha nada para fazer e aproveite o tédio para desenhar os dois jovens que estavam sentados à minha frente. Senti que era das melhores imagens que tive à minha frente desde que comecei com este hobby. Estive tão entretido que até me esqueci que o Gabriel estava comigo. No fim ele apareceu e lembrou-me que o mundo é mais do que um desenho.
-Pai, sabes, já acabou o filme.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Buchas e a arte moderna
Posso falhar em montes de coisas enquanto pai. Tenho a certeza que o facilitismo acaba por me ajudar a decidir em montes de merdas relacionadas com a educação da cria, por isso é que o puto ainda não adormece sozinho na cama dele e tenho de lhe dar à boca metade das refeições, mas numa coisa congratulo-me, a criança está constantemente no laréu.
Somos uma família que passeia muito e isso faz do Buchas um puto muito feliz e cheio de vida. Ainda neste fim-de-semana estivemos em várias exposições e, apesar de ele se aborrecer de andar a ver quadros ou fotografias, nada como um jogo não resolva a questão.
Buchas qual é o quadro que gostas mais para levares para o teu quarto? ou, Buchas, não queres imitar o senhor das fotografias?
E lá conseguimos chegar ao fim.
Somos uma família que passeia muito e isso faz do Buchas um puto muito feliz e cheio de vida. Ainda neste fim-de-semana estivemos em várias exposições e, apesar de ele se aborrecer de andar a ver quadros ou fotografias, nada como um jogo não resolva a questão.
Buchas qual é o quadro que gostas mais para levares para o teu quarto? ou, Buchas, não queres imitar o senhor das fotografias?
E lá conseguimos chegar ao fim.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Fernando
O meu cunhado Fernando é um gajo completamente obcecado por queques. Mas a escolha do bolo nem sempre é pacífica. O queque tem de ser simples sem pitada de laranja ou limão e o açúcar não pode ser abaunilhado. Uma chatice e uma busca quase impossível. Mas ele gosta assim e sempre que entra nas pastelarias as empregadas já sabem ao que vem.
Ao lado da nossa casa há uma pastelaria que vende os queques como ele gosta. Por isso sempre que nos visita sofre ataques de ansiedade e só pára com o nervosismo depois de ter os queques do Mimo na mão.
Ontem dormiu lá em casa e quando acordou a primeira coisa que fez depois de vestir-se foi ir ao Mimo.
Ao lado da nossa casa há uma pastelaria que vende os queques como ele gosta. Por isso sempre que nos visita sofre ataques de ansiedade e só pára com o nervosismo depois de ter os queques do Mimo na mão.
Ontem dormiu lá em casa e quando acordou a primeira coisa que fez depois de vestir-se foi ir ao Mimo.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
A quase Melissa
Ela nunca fica muito impressionada com as minhas tentativas mas caramba, está quase igual ou sou apenas eu a exagerar nos meus dotes?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Ninguém se compara a ela
Não é que me canse de dizê-lo caraças, mas a Melissa cuida tão bem de mim que julgo que irei a enterrar com uma dívida enorme para com ela. Mudou-me tanto ao longo destes onze anos que mesmo que lhe faça uma massagem diária e lhe leve o pequeno almoço todos os dias à cama não será suficiente para saldar o que contraí.
No passado dia 4 comemorei os meus 40 anos e como sempre, encarei o dia como um dia igual a todos os outros. Vá, almoçar fora e dar uma volta para se fazer qualquer coisa.
Mas a Melissa, transformou tudo em magia. O Almoço foi no Cais de Pedra do Henrique Sá Pessoa onde o bife à portuguesa saído daquela cozinha rivalizou com o bife Angus ingerido no Restaurante Fifteen do Jamie quando fomos a Londres. É que os chefes não são malta que aparece na televisão apenas para virar postas de peixe, os tipos sabem mesmo cozinhar e têm os seus padrões.
Depois de termos pago um euro por cada vez que dissemos delicioso no almoço, fomos ao Museu de Arte Antiga ver as pinturas que vieram do Museu do Prado. O Gabriel não cooperou muito e a beleza daqueles quadros não lhe disseram nada, o que foi uma pena.
Bebemos um café na mais deslumbrante esplanada de Lisboa onde foi presenteado com canetas de tinta da China da Faber-Castell, dois conjuntos cheios de cor e mais um curso de desenho para ver se aprendo qualquer coisa. Depois pegou no Gabriel, foi dar uma volta com ele e deixou-me ali a desenhar sossegado.
Obrigadinho por tudo!
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Menos a Lisete
Estava frio depois de desenharmos a baía do Seixal. Também tínhamos fome porque já tinha passado mais de cinco horas desde que a melhor caldeirada que comi fora servida.
Fomos todos para um café enfardar galões e tostas e, abrigados no ar condicionado, desenhá-mo-nos uns ou outros.
Gosto muito disso porque as pessoas não se parecem importar que lhes estejam a tirar as medidas.
Fomos todos para um café enfardar galões e tostas e, abrigados no ar condicionado, desenhá-mo-nos uns ou outros.
Gosto muito disso porque as pessoas não se parecem importar que lhes estejam a tirar as medidas.
Desenhos em que servi de modelo. Lado esquerdo Paula Xavier e do lado direito não me lembro
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Mundet
Visitámos o complexo industrial da Mundet no Seixal. Desde o princípio do século XX até o final dos anos 80, a cortiça era trabalhada nestas instalações e depois vendida. Chegaram a trabalhar nos anos 40 cerca de dois mil e quinhentos pessoas na Fábrica. Quando fechou o desemprego rebentou com o Seixal.
A Câmara comprou a fábrica em hasta pública e agora é um museu onde está tudo cuidado e sabe muito bem andar a passear pelos edifícios fantasmas.
Ironicamente o exercício de desenho avançado pelo Richard foi de desenhar com uma rolha de cortiça. Apesar das dificuldades e de ter deixado um rastro de tinta azul atrás de mim que perdurará em algumas pedras da fábrica até ao fim do inverno, gostei muito do resultado que adulterei no photoshop.
Modernices!
A Câmara comprou a fábrica em hasta pública e agora é um museu onde está tudo cuidado e sabe muito bem andar a passear pelos edifícios fantasmas.
Ironicamente o exercício de desenho avançado pelo Richard foi de desenhar com uma rolha de cortiça. Apesar das dificuldades e de ter deixado um rastro de tinta azul atrás de mim que perdurará em algumas pedras da fábrica até ao fim do inverno, gostei muito do resultado que adulterei no photoshop.
Modernices!
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Enquanto o diabo esfrega o olho
O desafio agora é fazer um desenho em apenas 5 minutos. A Caneta, sem lápis nem borracha.
Enquanto se bebe um café ou enquanto se chega duma estação a outra no comboio.
Enquanto se bebe um café ou enquanto se chega duma estação a outra no comboio.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Não há ternura nenhuma nisto
A Melissa fez-me a pergunta se quero comemorar os meus 40 anos duma forma extravagante e ambiciosa. Não me apetece nada. Quero, como se costuma dizer, sopas e descanso. Mas apesar de tudo, quando se entra nessa faixa etária devemos aos nossos amigos uma festa não?
Gostava de levar com uma onda de energia no corpo.
Gostava de levar com uma onda de energia no corpo.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Rotinas
Desenho agora estes dois, depois de chegar à Parede buscar o miúdo à escola, vestir-me para ir ao ginásio, jantar, dar banho ao puto, ver um episódio do Breaking Bad, dormir.
Amanhã há mais.
Amanhã há mais.
domingo, 17 de novembro de 2013
Fim de Semana
Andámos por aí.
Passeámos por parques, demos uma volta pela praia de Carcavelos e no Domingo fomos buscar a tia da Melissa ao Aeroporto que veio da Turquia e pagou 6 euros por um café expresso.
Estávamos todos com tanta fome que nos metemos no Shopping dos Olivais para enfardar hamburguers.
Vida suburbana.
Passeámos por parques, demos uma volta pela praia de Carcavelos e no Domingo fomos buscar a tia da Melissa ao Aeroporto que veio da Turquia e pagou 6 euros por um café expresso.
Estávamos todos com tanta fome que nos metemos no Shopping dos Olivais para enfardar hamburguers.
Vida suburbana.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Converse
Sempre gostei dos All Star, são uns ténis que ficam bem a toda a gente e transformam qualquer pessoa em alguém cool, como este rapaz que se sentou à minha frente.
Quando tinha dezoito anos e andava a tentar impressionar as miúdas, tinha o desejo de possuir um exemplar de cada cor. Cheguei a ter alguns e com eles enterneci a Melissa que, caramba, é logo a miúda mais fixe de todas.
Nunca mais tive nenhuns e quando vejo algum tipo da minha idade com uns calçados fico sempre a pensar que em mim ficariam muito melhor!
Quando tinha dezoito anos e andava a tentar impressionar as miúdas, tinha o desejo de possuir um exemplar de cada cor. Cheguei a ter alguns e com eles enterneci a Melissa que, caramba, é logo a miúda mais fixe de todas.
Nunca mais tive nenhuns e quando vejo algum tipo da minha idade com uns calçados fico sempre a pensar que em mim ficariam muito melhor!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Jogo dos tronos
A rapariga ruiva chegou, sentou-se e tirou rapidamente o seu portátil da mochila.
Pôs-se ali mesmo a ver um episódio da Guerra dos Tronos.
Pôs-se ali mesmo a ver um episódio da Guerra dos Tronos.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O Processo criativo
Espera-se que o passageiro durma, o que não é difícil com o horário de Inverno porque o sol se põe mais cedo, e pronto, desenha-se calmamente sem que haja constrangimento.
Espero que a rapariga não fique chateada comigo por causa disto.
Espero que a rapariga não fique chateada comigo por causa disto.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Duplas
Não que tenha feito grandes progressos, mas quando chego a Algés sobra-me tempo porque já tenho uma pessoa desenhada. Fico o resto da viagem a esboçar a criatura do lado.
As molduras nos desenhos dão-lhes um ar distinto.
As molduras nos desenhos dão-lhes um ar distinto.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Do frio
Existem poucas alturas em que o meu gosto musical e o da Melissa andam de mão dada. É uma pena porque gostava de ir a mais concertos com ela, mas como gostamos de coisas muito diferentes é difícil partilhar música ao vivo.
Felizmente há uma banda que adoramos e sempre que cá aparecem nós vamos.
A música tem destes milagres!
Felizmente há uma banda que adoramos e sempre que cá aparecem nós vamos.
A música tem destes milagres!
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A melhor banda do mundo
Se me perguntassem qual é a maior banda do mundo a minha resposta ia direitinha para os Arcade Fire e nem sequer tinha de pensar muito.
Não é a minha banda favorita nem sequer a banda que mais oiço, mas são tão geniais e a sua importância para a música actual é tão grande que não há ninguém que os bata.
O próximo disco está quase a sair e já está disponível para escuta no youtube. Deve ser o vídeo mais partilhado do momento e aqui fica o meu contributo para a estatística. A música acompanha o filme Black Orpheus de 1959 que serviu de inspiração ao trabalho.
Não é a minha banda favorita nem sequer a banda que mais oiço, mas são tão geniais e a sua importância para a música actual é tão grande que não há ninguém que os bata.
O próximo disco está quase a sair e já está disponível para escuta no youtube. Deve ser o vídeo mais partilhado do momento e aqui fica o meu contributo para a estatística. A música acompanha o filme Black Orpheus de 1959 que serviu de inspiração ao trabalho.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Ela também nunca foi gorda
Estava Fiona Apple a cantar quando alguém do público,
emocionado pela beleza da sua música e preocupado pelo seu aspecto físico
lhe gritou:
“Fiona põe-te boa que queremos ver-te daqui a dez anos. Há 20
anos atrás eras linda!”
Fiona ficou arrasada, ainda por cima no primeiro concerto da
nova digressão e escreveu-se que expulsou ao pontapé a agressora. A cantora diz
que está tudo bem com ela, mesmo tendo em conta que pesa o mesmo que uma
adolescente de 14 anos. Enquanto não ganha os quilos necessários para
tranquilizar os seus fãs, Apple continua com a cantoria e ainda bem para todos.
Juntou-se agora ao realizador Paul Thomas Anderson e o
resultado foi esta maravilha.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A escuridão dos anos 90
Gostávamos de ouvir os Tindersticks na casa da Sylvie, com as luzes apagadas e as velas acesas, sempre com álcool ou drogas à mistura porque era assim que vivíamos as nossas noites de fim-de-semana.
Ficávamos no chão, a morrer devagarinho e a escutar a voz do Stuart Staples com a melodia melancólica dos violinos por trás.
Já passaram 20 anos desde o primeiro disco e agora os Tindersticks lançam álbuns todos os anos. Mas a música deles continua a confortar-me como em 1993.
A boa notícia é que os homens foram para Abbey Road e voltaram a gravar algumas das canções mais emblemáticas da sua carreira. O resultado é Across Six Leap Years acabadinho de sair.
Como sempre, deixei esgotar os bilhetes para o concerto deles em Novembro. Parvo!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
O que é feito de ti, Blixa Bargeld?
Desde os meus 19 anos que tenho um carinho muito especial
pela música do Nick Cave. Os Bad Seeds sempre agruparam pessoal muito talentoso
de várias bandas e os discos são carregados duma musicalidade que muito me
agrada, até porque sempre tive um talento inato para apreciar tudo o que é
melancólico, comportamento que surgiu, acho eu, dos tempos de juventude e dos
monumentais desgostos de amor que vivia semana após semana.
De entre os músicos mais populares dos Bad Seeds estavam
Nick Harvey e Blixa Bargeld. Tanto um como outro acabaram por se separar de
Nick Cave ambos queixando-se do feitio peculiar do australiano.
Blixa Bargeld foi à sua vida depois do bom e velho duplo
Abattoir Blues /Lyre of Orpheus e a partir daí nunca mais soube dele.
Sempre atento às necessidades e gostos de cada cliente, o
Spotify espetou-me na cara o último disco em que Blixa entrou, um trabalho que
dividiu com o italiano Teho Teardo. O disco chama-se Still Smiling e pelas doze
canções que o compõem e que já ouvi uma boa dezena de vezes, fico mesmo
contente pelo senhor Blixa não se ter perdido pelo caminho.
Este meu reencontro com Blixa Bargeld fez acender a chama
pelo seu talento e no final do ano, com toda a certeza, Still Smiling vai
aparecer em muitas das listas dos melhores discos do ano.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Nadine Shah
Chama-se Nadine Shah e começou agora a sua carreira musical.
Li uma entrevista com ela e descobri que é filha de pai paquistanês e mãe
norueguesa. Os pais têm uma loja de tapetes e o sonho deles era que a sua filha
se tornasse advogada. Quis o destino que Nadine tivesse um vozeirão de fazer
tremer o céu e diz a mesma, com alguma piada, que consegue imitar a Celine Dion
na perfeição muito embora só o faça quando está com os copos.
O primeiro disco dela entrou-me no coração e é um dos
melhores de 2013. Chama-se Love you Dum and Mad e estou sempre a ouvi-lo. Comecei
a segui-la no Instagram e adoro a sua simplicidade sem merdas de artista. As fotos
que partilha com o mundo são iguais às fotos de todos nós. Os seus seguidores,
que são apenas 400, podem ver a espuma dum capuccino que bebe depois de acordar,
a cor das unhas acabadas de pintar ou um símbolo fálico que encontra algures. Essa
forma tão calorosa e vulgar de ser torna-a quase como se fosse minha amiga.
A carreira começou agora e por enquanto canta em salas
pequeninas. Mas sinto-me tão próximo dela por causa do seu Instagram que estou
mesmo a torcer para que tudo lhe corra bem. Se vier a Lisboa, acho que lhe peço para tirar uma foto comigo.
Ah, é verdade, também tem umas pernas jeitosas!
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Burocracia
O meu dia é cheio de papéis e porcarias que precisam de ser resolvidas. Um papel que chega equivale a um papel que sai. Se isso não acontecer é porque estou a fazer mal o meu trabalho. Apago a melancolia com alguns traços.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Já fui um melhor leitor
Gosto de ler, mas quando começo a entrar no texto aparece sempre alguém que se vai sentar mesmo ali, à minha frente. Não consigo resistir, mesmo que já tenha feito a mesma coisa milhares de vezes.
É como o programa Hell's Kitchen. Todos os episódios são iguais, já vi umas 7 temporadas daquilo, mas não consigo parar de ver. Não consigo. Nem as reposições perco.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
O que é a normalidade?
Até ao fim do mundo escrito por Maria Semple é, talvez, a grande sensação literária do ano passado. A crítica adorou e fez bem, porque é um livro cheio de ironia e muito inteligente na sátira que faz do quotidiano, em especial da vida familiar.
A senhora foi argumentista de séries como Mad about You e Arested Development e é pessoa que sabe pôr o leitor às gargalhadas.
A senhora foi argumentista de séries como Mad about You e Arested Development e é pessoa que sabe pôr o leitor às gargalhadas.
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