Até ao fim do mundo escrito por Maria Semple é, talvez, a grande sensação literária do ano passado. A crítica adorou e fez bem, porque é um livro cheio de ironia e muito inteligente na sátira que faz do quotidiano, em especial da vida familiar.
A senhora foi argumentista de séries como Mad about You e Arested Development e é pessoa que sabe pôr o leitor às gargalhadas.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Literatura
Todos os livros que compro, depois de lidos dou-os à biblioteca. Não os quero em casa. Ocupam espaço e nunca li uma história mais do que uma vez, por isso vão todos directos para a biblioteca de Oeiras.
Gostava de doar o espólio à Biblioteca de São Domingos de Rana, mas nunca querem. Dizem sempre que não estão a receber doações porque não têm ninguém para introduzir os dados no sistema. Vá-se lá entender um problema destes.
Agora além do livro ofereço também um desenho. Pronto!
Gostava de doar o espólio à Biblioteca de São Domingos de Rana, mas nunca querem. Dizem sempre que não estão a receber doações porque não têm ninguém para introduzir os dados no sistema. Vá-se lá entender um problema destes.
Agora além do livro ofereço também um desenho. Pronto!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Livro de Natal
Mário Linhares visitou recentemente a Costa do Marfim e desenhou por lá. Felizmente faz tudo parte dum projecto que sairá em livro para gáudio de todos aqueles que gostam de rabiscar o quotidiano.
Em jeito de preliminar o Mário publicou no site dos Urban Sketchers Portugal uma foto que fala por si.
É incrível.
Em jeito de preliminar o Mário publicou no site dos Urban Sketchers Portugal uma foto que fala por si.
É incrível.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Estrela
Em todos os verões, depois de passarmos uma semana no Alentejo costumamos, na semana seguinte de férias, passear por Lisboa e descobri-la como se fossemos turistas.
Fomos para o Jardim da Estrela, sítio que só fui uma ou duas vezes na vida e vagueámos por lá..Soube bem olhar para aquelas árvores gigantescas que largam sombras frescas sobre as pessoas.
Fomos para o Jardim da Estrela, sítio que só fui uma ou duas vezes na vida e vagueámos por lá..Soube bem olhar para aquelas árvores gigantescas que largam sombras frescas sobre as pessoas.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Regresso
Voltei ao antro.
Banda sonora laboral para o dia de hoje que sai das colunas dos computadores dos meus colegas:
Ela tá doidinha ela tá piradinha de Gabriel Valim
Ai se eu te pego de Michél Teló
Todas da Paula Fernandes
Odeio isto, preciso de férias outra vez.
Banda sonora laboral para o dia de hoje que sai das colunas dos computadores dos meus colegas:
Ela tá doidinha ela tá piradinha de Gabriel Valim
Ai se eu te pego de Michél Teló
Todas da Paula Fernandes
Odeio isto, preciso de férias outra vez.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Marvão
Durante as nossas férias, andámos pelo Alentejo e descobrimos o Marvão. A Aldeia parecia deserta e não fossem os turistas para cima e para baixo, não se via ninguém.
Estava muito calor e entrámos num café para aproveitar o ar condicionado e comer um gelado. Os clientes estavam a assistir um canal de televisão inteiramente dedicado a espalhos postados no Youtube. Nem sabia que isso existia. Eu o Gabriel fartámo-nos de rir com aquilo.
Descemos e fomos até Portagem onde tomámos banho numa barragem. Fiquei a olhar o castelo de Marvão e uma ponte romana que estava ali mesmo ao lado.
Rabisquei.
Estava muito calor e entrámos num café para aproveitar o ar condicionado e comer um gelado. Os clientes estavam a assistir um canal de televisão inteiramente dedicado a espalhos postados no Youtube. Nem sabia que isso existia. Eu o Gabriel fartámo-nos de rir com aquilo.
Descemos e fomos até Portagem onde tomámos banho numa barragem. Fiquei a olhar o castelo de Marvão e uma ponte romana que estava ali mesmo ao lado.
Rabisquei.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Andanças
Estivemos dois dias no Andanças, agora que se mudou para perto de Castelo de Vide.
Eu e a Melissa fomos cheios de esperança, queríamos fazer alguns workshops mas o Gabriel não deixou. Andou sempre a chatear e a meter-se onde não era chamado. A área reservada para as crianças não pareceu muito segura e tivemos de andar com o Buchas atrás.
Não se perdeu tudo, sempre se ouviu música e eu desenhei alguma coisa. Aliás, é mesmo um bom sítio para se estar à sombra a rabiscar.
Para o ano corre melhor.
Eu e a Melissa fomos cheios de esperança, queríamos fazer alguns workshops mas o Gabriel não deixou. Andou sempre a chatear e a meter-se onde não era chamado. A área reservada para as crianças não pareceu muito segura e tivemos de andar com o Buchas atrás.
Não se perdeu tudo, sempre se ouviu música e eu desenhei alguma coisa. Aliás, é mesmo um bom sítio para se estar à sombra a rabiscar.
Para o ano corre melhor.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Desenhar depois do trabalho
Ontem tivemos a última aula de desenho e o ambiente não podia ser melhor. Combinámos ir todos para o Martim Moniz e estivemos a desenhar à sombra, numa esplanada.
Lisboa está cheia de turistas e as esplanadas enchem facilmente. O ambiente na cidade é muito bom e sabe bem ficar na rua a aproveitar a temperatura e a luz.
Vou sentir falta disto.
Lisboa está cheia de turistas e as esplanadas enchem facilmente. O ambiente na cidade é muito bom e sabe bem ficar na rua a aproveitar a temperatura e a luz.
Vou sentir falta disto.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Carruagens em Agosto
Em Agosto os comboios andam vazios e é difícil que alguém se sente à minha frente.
Num horário nocturno e sem nada para fazer, sentei-me lá atrás e desenhei para à frente para ver se conseguia resolver o problema de perspectiva, essa puta!
No dia seguinte, felizmente tive mais sorte, apareceu-me um jovem acabado de sair da caixa dum banco e pôs-se para ali a jogar Angry Birds todo torto. Não sei quantas estrelas ganhou, mas de vez em quando abanava a cabeça.
Num horário nocturno e sem nada para fazer, sentei-me lá atrás e desenhei para à frente para ver se conseguia resolver o problema de perspectiva, essa puta!
No dia seguinte, felizmente tive mais sorte, apareceu-me um jovem acabado de sair da caixa dum banco e pôs-se para ali a jogar Angry Birds todo torto. Não sei quantas estrelas ganhou, mas de vez em quando abanava a cabeça.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Buchas, vá lá pedir a conta
Bem, apesar de
todo o trabalho que uma criança dá aos pais, também é verdade que em certas
ocasiões dá um jeito bestial.
Nos restaurantes cheios, por vezes é complicado conseguir
chamar a atenção do empregado de mesa que, enfim, não têm mãos a medir com as
solicitações dos clientes.
O Gabriel é uma criança que não tem vergonha nenhuma em
falar com estranhos e, para ele, o acto de chatear alguém é uma tarefa que lhe
dá um certo prazer.
Por isso, sempre que eu e a Melissa queremos pedir a
conta ou um simples café e, apesar das tentativas, somos ignorados
pelos empregados de mesa, mandamos o Gabriel tratar do assunto que, em sequência
do seu poder de persuasão, garanto, em menos de um minuto o empregado vem logo a
correr ter connosco.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
The National
Sempre gostei deles. Mesmo agora, quando a crítica especializada não caiu de amores pelo último disco, eu acho-o tão bom como os outros e oiço-o todos os dias.
Admito que não serão as pessoas mais alegres do mundo mas este vídeo é tão porreiro e tem tanto sentido de humor que uma pessoa até fica animada, mesmo que a letra seja de cortar à faca.
Eles vêm cá para Novembro e como o concerto começa às 20:30 (gosto de coisas que começam cedinho, à inglesa) vou ver se a Melissa me fica com o puto para eu ir ali comprar o bilhete.
Admito que não serão as pessoas mais alegres do mundo mas este vídeo é tão porreiro e tem tanto sentido de humor que uma pessoa até fica animada, mesmo que a letra seja de cortar à faca.
Eles vêm cá para Novembro e como o concerto começa às 20:30 (gosto de coisas que começam cedinho, à inglesa) vou ver se a Melissa me fica com o puto para eu ir ali comprar o bilhete.
Para a próxima vou sozinho
Fomos dar sangue a um colégio de Lisboa e apesar de tudo
correr bem comigo, a Melissa desmaiou três vezes. Todos os enfermeiros andavam
atrás dela e acabou por se transformar numa celebridade local porque havia
pessoas de cinco em cinco minutos a chegarem perto de nós e a perguntarem se
estava a sentir-se bem.
Aproveitámos a atenção para comer bolachas e beber sumo que
a equipa de colheita tinha para dar aos dadores.
Enquanto esperava que ela voltasse ao normal, aproveitei que
o buchas foi chatear uma senhora para lhe pintar a cara de Hulk para observar duas pessoas sentadas num banco de madeira a conversar numa bela manhã de sol. Que era aquilo que eu gostava de fazer se não lhe tivesse dado tantos badagaios.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Se querem pintar, pintem paredes
Se há moda parva neste tempos é a pintura facial. Não há o raio duma festa com putos em que não encharquem a tromba do buchinhas com tinta.
Desta vez foi com verde porque ele quis ser o Hulk.
Como tivemos de ir a mais sítios, o pequeno andou assim, naqueles preparos, por todo o lado.
Desta vez foi com verde porque ele quis ser o Hulk.
Como tivemos de ir a mais sítios, o pequeno andou assim, naqueles preparos, por todo o lado.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Primeiro dia de Agosto
A Melissa está sempre a oferecer-me cursos de desenho. Não se
cansa de incentivar este recente interesse. Pode até ser uma forma de dizer
querido, desenhas tão mal que um dia ainda vais envergonhar a família, por
isso, e para nos pouparmos ao embaraço, aprende qualquer coisa que eu não me
importo de pagar.
Desta vez entregou-me aos bons ofícios da Nextart e do
formador Filipe Matos e proporcionou-me um belo fim de tarde de Agosto.
Fomos para a Praça do Comércio desenhar e foi bastante
porreiro, primeiro porque o grupo era bastante simpático e depois porque o meu
trabalho deprime-me tanto que soube bem respirar a luz de Lisboa e ter a
oportunidade de fazer coisas por prazer.
O Filipe ensinou-me a usar sombras e a não ter medo de
riscar o desenho com pretos. Que os contrastes são porreiros e o desenho ganha
muito com eles. E com este ensinamento simples ganhei mesmo o dia.
Ficámos todos contentes com os resultados.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Uma pessoa precisa de se ocupar
Continuando a esbanjar desenhos para aqui do meu caderno que agora terminou, descobri que tenho de arranjar outro hobby. Tomei consciência que, quase sem dar por isso, fiquei a ver a final do Big Brother no Domingo passado.
Se uma pessoa tem tempo para ver o Big Brother é porque tem tempo para aproveitar.
Confrontada com o evidência, a Melissa chutou a culinária. Acho pertinente a obervação, pelo menos poderei dar algum gozo à família porque os desenhos, pronto, como se vê, não servem para nada.
Se uma pessoa tem tempo para ver o Big Brother é porque tem tempo para aproveitar.
Confrontada com o evidência, a Melissa chutou a culinária. Acho pertinente a obervação, pelo menos poderei dar algum gozo à família porque os desenhos, pronto, como se vê, não servem para nada.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Fim de Viagem
O meu caderno chegou ao fim, cheio de desenhos o que muito me alegrou. Chegar ao fim de uma coisa é sempre porreiro.
Quando penso na quantidade de frustrações que este caderno guarda fico admirado de nunca ter desistido e voltado despender o meu tempo de viagem para a Parede a ler livros. Deve ser da idade, estou mais velho e tenho mais paciência para mim e já nao me importa o resultado.
Fica aqui então uma compilação dos melhorzitos para poderem gozar à vontade.
Quando penso na quantidade de frustrações que este caderno guarda fico admirado de nunca ter desistido e voltado despender o meu tempo de viagem para a Parede a ler livros. Deve ser da idade, estou mais velho e tenho mais paciência para mim e já nao me importa o resultado.
Fica aqui então uma compilação dos melhorzitos para poderem gozar à vontade.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Família
Sempre que o pai da Melissa vem a Portugal a vida transforma-se num correpio de refeições em grupo. Desta vez fomos até Caxias e entrámos numa pizzaria junto à praia onde se apanhava fresco e se podia ver o azul do mar e do céu.
O Gabriel não quis a cadeira dos pequeninos e sentou-se na dos grandes onde passou algum tempo a desenhar as coisas dele que geralmente têm como ponto de partida uma cara com pés e mãos.
Uma vez perguntei-lhe porque é que ele não desenha também o corpo das pessoas. Não soube responder, ficou para ali a olhar para mim e a pensar numa resposta em silêncio. Depois riu-se, claro, que é o que ele faz sempre que percebe que o estou a testar.
Guardo sempre os desenhos dele.
O Gabriel não quis a cadeira dos pequeninos e sentou-se na dos grandes onde passou algum tempo a desenhar as coisas dele que geralmente têm como ponto de partida uma cara com pés e mãos.
Uma vez perguntei-lhe porque é que ele não desenha também o corpo das pessoas. Não soube responder, ficou para ali a olhar para mim e a pensar numa resposta em silêncio. Depois riu-se, claro, que é o que ele faz sempre que percebe que o estou a testar.
Guardo sempre os desenhos dele.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Boa Vida
O Gabriel adora hotéis. Fica sempre a pensar que é a casa
nova. Deve gostar do estilo de vida. Piscina, almoçar e jantar sempre fora,
dormir até tarde e comer até rebentar ao pequeno-almoço e, acima de tudo, não
ter regras para nada.
Por isso não é de estranhar que agora, quando fomos passar fora um fim-de-semana, andasse todo contente a mexer em gavetas, armários e portas.
Foi só um fim-de-semana mas quando fizemos o check-out, ele ficou amuado e saiu contrariado com os braços cruzados e a beiça feita.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Mães que olham para os filhos a nadar
Um dos momentos mais doces da minha semana é quando o Gabriel vai à aula de natação. Todas as sextas. Adoro ficar para ali a vê-lo dar mergulhos de golfinho e a ter medo de se mandar da borda da piscina.
A professora atira-o como um boneco e aos poucos o buchas vai perdendo o receio da água. Como é muito pequeno tem dificuldade em pôr a cabeça fora de água para respirar e por isso engole muito pirolitos. Mas não é suficiente para perder a alegria de estar ali.
No fim de tomar banho e cantar no duche as músicas do Rei Leão para todo o balneário ouvir vamos comer uma pizza.
A professora atira-o como um boneco e aos poucos o buchas vai perdendo o receio da água. Como é muito pequeno tem dificuldade em pôr a cabeça fora de água para respirar e por isso engole muito pirolitos. Mas não é suficiente para perder a alegria de estar ali.
No fim de tomar banho e cantar no duche as músicas do Rei Leão para todo o balneário ouvir vamos comer uma pizza.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Chamam a isto flirt?
O mais certo é ter de dormir hoje no sofá quando a Melissa souber disto.
Uma das coisas fixes dos portugueses é serem um bocadinho envergonhados e isso dá jeito quando estamos num comboio a desenhar a pessoa que se senta à nossa frente. Na verdade, e porque desenho muito mal, sempre que começo um desenho tenho um medo terrível que a pessoa desenhada a determinada altura se levante para ver o fruto do meu trabalho. Seria, e porque os desenhos nem sempre ficam parecidos, uma das maiores humilhações da minha vida. Enfim, essa sensação de perigo excita-me também um bocado, não vou dizer que não e também é uma das motivações para me esforçar mais do que me esforçaria se não corresse esse risco.
No outro dia estava eu a tentar esboçar a rapariga que estava à minha frente quando ela, sentindo-se observada e desvendando o motivo, pega no telemóvel e estica-o para mim fotografando-me nos meus afazeres.
Não tive culpa de nada, que isso fique bem claro!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Felicidade dum pai que avermelhou
No outro dia descobrimos que, tirando a malta estrangeira, já ninguém apanha escaldões. Após tantos anos a bater na mesma tecla, os veraneantes chegaram à conclusão que o sol faz mesmo mal. Por isso toda a gente usa protector solar.
Os estrangeiros, por seu lado, devem ter um código qualquer entre eles em que o escaldão representa um status de classe média. Chegam ao trabalho vermelhos e toda a gente os inveja. É estúpido mas eles acham fixe à brava.
No fim-de-semana passado estivemos num sítio onde nunca tínhamos estado. Na piscina oceânica da praia grande. Foi porreiro porque o dia estava chocho, a água do mar fria como o caraças e aquela piscina foi uma boa opção para conseguirmos ir ao banho e aproveitar as mini-férias.
O Buchas é que se entreteu como um doido na piscina dos pequeninos. A água dava-lhe pelos joelhos e isso deu-nos descanso. A Melissa continuou a ler os seus The Man Booker Prices no Kobo e eu desenhei o ambiente com aguarelas e tudo.
De vez em quando aparecia o Buchas a tremer e a contar alguma coisa sobre super-heróis. Adoro quando ele treme e lhe pergunto se está com frio e ele mente-me dizendo que não, não tem frio nenhum, com medo que o tire da piscina.
Entreti-me tanto com os desenhos que no fim do dia, por ironia, fiquei todo vermelho e a noite custou-me a passar.
Mas valeu a pena.
Os estrangeiros, por seu lado, devem ter um código qualquer entre eles em que o escaldão representa um status de classe média. Chegam ao trabalho vermelhos e toda a gente os inveja. É estúpido mas eles acham fixe à brava.
No fim-de-semana passado estivemos num sítio onde nunca tínhamos estado. Na piscina oceânica da praia grande. Foi porreiro porque o dia estava chocho, a água do mar fria como o caraças e aquela piscina foi uma boa opção para conseguirmos ir ao banho e aproveitar as mini-férias.
O Buchas é que se entreteu como um doido na piscina dos pequeninos. A água dava-lhe pelos joelhos e isso deu-nos descanso. A Melissa continuou a ler os seus The Man Booker Prices no Kobo e eu desenhei o ambiente com aguarelas e tudo.
De vez em quando aparecia o Buchas a tremer e a contar alguma coisa sobre super-heróis. Adoro quando ele treme e lhe pergunto se está com frio e ele mente-me dizendo que não, não tem frio nenhum, com medo que o tire da piscina.
Entreti-me tanto com os desenhos que no fim do dia, por ironia, fiquei todo vermelho e a noite custou-me a passar.
Mas valeu a pena.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Pouca-Terra
As viagens de comboio são sempre um ponto de encontro com a melancolia. Os passageiros parecem todos desanimados e não existe na sua face um vislumbre de ânimo.
As vidas suburbanas arrastam-se lânguidas pelos dias e nem a chegada ao destino as consegue alegrar.
As vidas suburbanas arrastam-se lânguidas pelos dias e nem a chegada ao destino as consegue alegrar.
domingo, 2 de junho de 2013
Companhia
Estivemos a passear por Cascais e desta vez levei comigo o diário gráfico do Buchas que comprei para ele desenhar se um dia lhe desse na gana.
No jardim da Gandarinha, ficou sentado ao meu lado e pediu para fazer um desenho. Queria desenhar os Montros e Companhia, um filme de que gosta muito e que já viu umas 50 vezes.
Disse-lhe que era fácil, que só teria de pensar nas formas geométricas do Sulley e do Mike e também na cor.
Para o Sulley escolheu um rectângulo e o azul e aconselhei-o a fazer uns riscos para fingir que era o pêlo. Para o Mike escolheu o verde e uma circunferência. Lembrei-o que o Mike tem uns corninhos em cima da cabeça e o Sulley uma cauda e que era melhor não se esquecer destes pormenores no desenho.
No fim tudo correu tudo bem e ficámos os três a olhar para o caderno do buchas e cobrimo-lo de beijos, que é a nossa forma de agradecer os seus 97cm de talento.
No jardim da Gandarinha, ficou sentado ao meu lado e pediu para fazer um desenho. Queria desenhar os Montros e Companhia, um filme de que gosta muito e que já viu umas 50 vezes.
Disse-lhe que era fácil, que só teria de pensar nas formas geométricas do Sulley e do Mike e também na cor.
Para o Sulley escolheu um rectângulo e o azul e aconselhei-o a fazer uns riscos para fingir que era o pêlo. Para o Mike escolheu o verde e uma circunferência. Lembrei-o que o Mike tem uns corninhos em cima da cabeça e o Sulley uma cauda e que era melhor não se esquecer destes pormenores no desenho.
No fim tudo correu tudo bem e ficámos os três a olhar para o caderno do buchas e cobrimo-lo de beijos, que é a nossa forma de agradecer os seus 97cm de talento.
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