Adorei estes desenhos de Harika.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Companhia
Estivemos a passear por Cascais e desta vez levei comigo o diário gráfico do Buchas que comprei para ele desenhar se um dia lhe desse na gana.
No jardim da Gandarinha, ficou sentado ao meu lado e pediu para fazer um desenho. Queria desenhar os Montros e Companhia, um filme de que gosta muito e que já viu umas 50 vezes.
Disse-lhe que era fácil, que só teria de pensar nas formas geométricas do Sulley e do Mike e também na cor.
Para o Sulley escolheu um rectângulo e o azul e aconselhei-o a fazer uns riscos para fingir que era o pêlo. Para o Mike escolheu o verde e uma circunferência. Lembrei-o que o Mike tem uns corninhos em cima da cabeça e o Sulley uma cauda e que era melhor não se esquecer destes pormenores no desenho.
No fim tudo correu tudo bem e ficámos os três a olhar para o caderno do buchas e cobrimo-lo de beijos, que é a nossa forma de agradecer os seus 97cm de talento.
No jardim da Gandarinha, ficou sentado ao meu lado e pediu para fazer um desenho. Queria desenhar os Montros e Companhia, um filme de que gosta muito e que já viu umas 50 vezes.
Disse-lhe que era fácil, que só teria de pensar nas formas geométricas do Sulley e do Mike e também na cor.
Para o Sulley escolheu um rectângulo e o azul e aconselhei-o a fazer uns riscos para fingir que era o pêlo. Para o Mike escolheu o verde e uma circunferência. Lembrei-o que o Mike tem uns corninhos em cima da cabeça e o Sulley uma cauda e que era melhor não se esquecer destes pormenores no desenho.
No fim tudo correu tudo bem e ficámos os três a olhar para o caderno do buchas e cobrimo-lo de beijos, que é a nossa forma de agradecer os seus 97cm de talento.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
A arte
Hoje fartei-me a sério do trabalho e saí mais cedo. Fui ter com o Gabriel e a Melissa e andámos por Belém a passear pelo Jardim, pelos Jerónimos e ainda deu tempo para passar pela Colecção Berardo a pedido do Gabriel que tem um fascínio algo macabro por uma instalação que por lá anda feita pelo Tony Oursler.
Enquanto estávamos sentados na Igreja dos Jerónimos, a Melissa ficou pensativa e perguntou o quão brega se pode ser para se querer casar ali.
Na colecção Berardo o Gabriel continuou fascinado pelo pequeno boneco esmagado pelas pernas dum sofá. Desta vez disse-lhe que o Boneco lhe estava a pedir para sair dali, que não o queria ali e que ele era um pateta, um palerma e que se devia ir embora.
O Gabriel ficou a olhar, assimilou e ofendido chegou-se perto e ripostou aos gritos.
- Palerma és tu, pateta!
Enquanto estávamos sentados na Igreja dos Jerónimos, a Melissa ficou pensativa e perguntou o quão brega se pode ser para se querer casar ali.
Na colecção Berardo o Gabriel continuou fascinado pelo pequeno boneco esmagado pelas pernas dum sofá. Desta vez disse-lhe que o Boneco lhe estava a pedir para sair dali, que não o queria ali e que ele era um pateta, um palerma e que se devia ir embora.
O Gabriel ficou a olhar, assimilou e ofendido chegou-se perto e ripostou aos gritos.
- Palerma és tu, pateta!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Passsamos imenso tempo do nosso fim-de-semana nos parques de Cascais. Ao contrário da nossa ideia de paternidade, quando a Melissa ainda estava grávida e o futuro era pintado como um anúncio de toalhitas Dodot, aquela imagem do miúdo a brincar com os outros miúdos enquanto lemos um livro no banco, descontraídos e felizes, está muito longe de corresponder à realidade. Já tentámos algumas vezes mas é muito difícil conseguirmos ter um parágrafo de descanso sem olharmos para ver o que ele anda a fazer e, principalmente, termos a certeza que não há perigo de levar com um baloiço na cabeça.
O Parque dos Sapos fica perto da nossa casa e é o nosso jardim preferido. Tem Sapos e agora também borboletas por isso é que o chamamos assim. Além disso o relvado fica mesmo em frente à esplanada o que sossega a preocupação. Vamos muito para lá mas o Gabriel não gosta de jogar à bola e desperdiça assim todo aquele relvado central impecavelmente cortado e arranjado.
Gostava muito que o Gabriel jogasse à bola. Não por causa de poder no futuro ser um futebolista cheio de massa, mas porque é mais fácil arranjar amigos quando se dá uns pontapés. Custa-me vê-lo para ali sozinho a andar de escorrega enquanto todos os outros putos se juntam para uma peladinha.
A Melissa diz que ele precisa dum irmão e eu não sei se ela tem razão.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Banhos quentes
O nosso Verão parece sempre maior que o dos outros porque fazemos isso todos os dias.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Primavera
Comprei umas canetas de filtro Bic por três euros no hipermercado, fui para os jardins e pus-me a desenhar flores enquanto o Gabriel imitava o Homem de Ferro na relva.
Cheirava bem.
Cheirava bem.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Ser macho é isto
Nunca fui homem de grandes feitos na Bricolage e nestas coisas as mulheres esperam sempre ter em casa alguém parecido com o Manny Mãozinhas que lhes satisfaça todos os pedidos que envolvam um berbequim e umas coisas de plástico a que, muito carinhosamente, chamam de buchas. Com a transmissão de programas como Querida Mudei a Casa onde machos de aspecto limpinho resolvem todos os problemas, para gente como eu, habituada a nunca pegar num Black and decker tornou-se levemente complicado enfrentar a cara metade quando esta quer, por exemplo, colocar uma simples prateleira na parede.
O recente interesse da Melissa no crescimento das plantas, obrigou-me a ter de montar uma prateleira na parede da sala. Chateou-me tanto a cabeça para montar aquilo que já não a podia ouvir mais.
Fui ver ao youtube como se fazia e pronto, despi a t-shirt e lá fiz a coisa.
Andei todo inchado durante um mês. E ela também.
domingo, 28 de abril de 2013
Teatro D Maria II
Mais uma tentativa entre os grandes.
Desta feita no Teatro D. Maria II onde passámos o Sábado todo a desenhar e a conhecer os cantos ao edifício.
Os desenhos, como seria de prever, não ficaram grande coisa, mas estes dois ainda é como outro.
Oh!
Desta feita no Teatro D. Maria II onde passámos o Sábado todo a desenhar e a conhecer os cantos ao edifício.
Os desenhos, como seria de prever, não ficaram grande coisa, mas estes dois ainda é como outro.
Oh!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Deixem a malta em paz
Acho que as educadoras têm uma especial atracção por lixar a vida de quem cria. Detesto trabalhos de infantário. As porcarias feitas com material reciclável e isso. Felizmente tanto eu como a Melissa concordamos em mandar tudo fora. Só ficamos com duas ou três coisas por ano, normalmente desenhos em que vimos alguma pertinência artística.
Agora que andamos à procura duma nova escola para o Buchas, a nossa escolha vai com toda a certeza recair sobre a instituição que enviar menos trabalhos de casa aos pais. Já andamos a sondar algumas.
Ainda no outro dia me contaram que um pai foi convidado ao infantário do filho para comemorar o dia da paternidade.
Depois de alguma brincadeira inicial o desafio foi lançado. Os pais tinham de fazer um desenho das suas crias. Que olhassem para elas e que fizessem o melhor que sabiam.
Foi um tormento.
Bem, seja como for, na minha casa o puto tem mais jeito que o pai.
Agora que andamos à procura duma nova escola para o Buchas, a nossa escolha vai com toda a certeza recair sobre a instituição que enviar menos trabalhos de casa aos pais. Já andamos a sondar algumas.
Ainda no outro dia me contaram que um pai foi convidado ao infantário do filho para comemorar o dia da paternidade.
Depois de alguma brincadeira inicial o desafio foi lançado. Os pais tinham de fazer um desenho das suas crias. Que olhassem para elas e que fizessem o melhor que sabiam.
Foi um tormento.
Bem, seja como for, na minha casa o puto tem mais jeito que o pai.

quarta-feira, 20 de março de 2013
Cada um com a sua
Esta família anda desencontrada quanto a amores e ódios.
O Fernando não gosta nada de pessoal que passa a vida em Shoppings e que facilmente embarca numa devoção inconsciente a marcas. Odeia o capitalismo e gosta de viver uma vida sem grandes responsabilidades.
A Melissa gosta muito de passear nos shoppings, ver as monstras e depositar quase todos seus momentos diários nas redes sociais, é uma esposa e mãe cheia de responsabilidade familiar, mas detesta pessoal que é nariz empinado nos seus gostos e que gasta o tempo a escolher fatos de treinos para ir a festivais de cinema.
Eu, gosto de malta com bom gosto e aprecio os fatos de treino e o ambiente dos festivais de cinema embora não suporte os posts nas redes sociais a armar ao pingarelho, do género a minha vida é melhor que a tua e tenho melhor gosto que tu. Por outro lado adorava ter um partime de mascote.
O Buchas gosta de tudo mas não suporta mascotes.
terça-feira, 12 de março de 2013
Voucher
As mulheres compram talões de desconto para cabeleireiros que não conhecem e depois o corte não fica nada de jeito e têm vergonha de mostrar o cabelo.
terça-feira, 5 de março de 2013
João
O João está sempre com sono. Mal o dia começa e se levanta da cama apetece-lhe logo voltar para ela. Não consegue trabalhar em condições porque o trabalho aborrece-o e fá-lo bocejar muitas vezes durante o dia. Sempre que vai a um sítio tratar de alguma papelada, ao banco, às finanças ou a um centro de saúde, enquanto espera pelo número da senha, adormece sentado e, de vez em quando, até deixa passar a sua vez.
Apesar de não ligar nada a desporto, no outro dia apeteceu-lhe ver um jogo de futebol. Comprou cerveja, amendoins e sentou-se no sofá. Mal o jogo começou deixou-se adormecer e já não viu nada.
O João bebe muitos cafés curtos. O médico diz-lhe para abrandar, que tanto café lhe faz mal à saúde, mas o João acha que só assim é que consegue ficar acordado e fazer as coisas que tem para fazer.
Gostava de ler mais do que lê. Mas tem pouco tempo e a mulher ofereceu-lhe um livro do Lovecraft. Durante as viagens de comboio abre-o, mas passados meia dúzia de parágrafos adormece e não consegue avançar do primeiro capítulo.
Ao fim do dia, lava os dentes e põe o despertador para as sete da manhã. Quando se deita na cama, ao contrário do que é normal, fica sem sono e não consegue adormecer. Passa a noite a revirar-se e a ver os números do despertador a correr.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Meter conversa
De vez em quando acontece-me. Por uma conjugação de factores infelizes fico sozinho na cidade sem nada para fazer e com muitas horas para desperdiçar.
Em condições normais não haveria problema. Podia ir ao cinema, a uma exposição ou outra coisa qualquer, mas não desta vez. Desta vez não podia fazer nada disso, tinha mesmo de deambular por aí.
Fui para um Starbucks e fiquei lá a bebericar um balde de café e a desenhar as outras pessoas, que tal como eu pareciam esperar que alguma coisa acontecesse.
Ao meu lado uma rapariga estava à espera dum amigo e um tipo desconhecido chegou-se perto dela e disse:
“Estou aqui à espera duns amigos meus, mas não tenho nada para fazer na próxima meia hora. Importas-te que me sente aqui e te faça companhia?”
A rapariga, com algumas reservas, aceitou e o tipo sentou-se e iniciou a conversa mais chata e desinteressante que se pode parir quando dois desconhecidos se encontram. Se calhar não, pode ser que dois desconhecidos tenham mesmo esse tipo de conversa, mas pensando bem, o que raio se conversa quando não se tem referências sobre a outra pessoa?
Provavelmente a conversa até foi porreira, eu é que tive inveja de não fazer isso com as miúdas aos 20 anos.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Mães que participam
As crianças são uma coisa boa e até, em certas condições, um regalo para alma. Mas eu não sou o melhor exemplo para escrever sobre crianças porque, na verdade, e para ser honesto com todos os que têm a amabilidade de seguirem estas linhas, só gosto mesmo do meu Buchas.
No entanto, e se for a fundo nesta questão referente à infância e comportamento infantil, o que me aborrece mesmo são os pais. Tenho de confessar que não suporto pais, principalmente quando acham que as suas crias são maravilhosas e melhores do que todas as outras e fazem questão de o demonstrar nas actividades lúdicas em que se metem. Não sou ninguém para criticar seja quem for, até porque eu não devo ser o melhor exemplo que se pode encontrar no mundo sobre paternidade, o Gabriel está sempre a dizer “não diz medra pai”, mas irritam-me mesmo as mulheres que eu e a Melissa chamamos muito carinhosamente de mães que participam.
É que gostam tanto de participar que nem deixam os miúdos fazer as coisas!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A 10ª é por nossa conta
Já chega de cartões não chega?
Gostava de poder fazer uma compra e que houvesse a boa vontade de antigamente, uma atençãozinha, que era aquilo que a minha mãe pedia sempre nas sapatarias, prontos a vestir e lojas de electrodomésticos, quando as lojas existiam nas ruas e não havia códigos de barras nas etiquetas.
Agora até o raio das cadeias de fast food têm o seu cartão. Estou mesmo farto de ter a carteira pesada com as mirabolantes exigências competitivas das multinacionais.
Embora, para ser sincero, o único cartão que dava mesmo jeito, era aquele em que, se os pais fizessem vá, 9 vontades aos seus filhos, eles ofereciam um dia sossegado aos progenitores.
Era mesmo bom ter um dia em que o Buchas comesse tudo, sem fazer perguntas, sem birras, sem desarrumar nada e sem hiperactividade desnecessária. Sem barulho, sem rotinas, sem nada, só o silêncio aconchegante duma casa de família.
Gostava de poder fazer uma compra e que houvesse a boa vontade de antigamente, uma atençãozinha, que era aquilo que a minha mãe pedia sempre nas sapatarias, prontos a vestir e lojas de electrodomésticos, quando as lojas existiam nas ruas e não havia códigos de barras nas etiquetas.
Agora até o raio das cadeias de fast food têm o seu cartão. Estou mesmo farto de ter a carteira pesada com as mirabolantes exigências competitivas das multinacionais.
Embora, para ser sincero, o único cartão que dava mesmo jeito, era aquele em que, se os pais fizessem vá, 9 vontades aos seus filhos, eles ofereciam um dia sossegado aos progenitores.
Era mesmo bom ter um dia em que o Buchas comesse tudo, sem fazer perguntas, sem birras, sem desarrumar nada e sem hiperactividade desnecessária. Sem barulho, sem rotinas, sem nada, só o silêncio aconchegante duma casa de família.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Do caraças
O que será do cinema quando as pessoas ficarem a saber que em para aí 95% dos filmes se conta sempre a mesma história. É isso que acontece, pelo menos nos Blockbusters. Sempre o mesmo, como as novelas. Disseram-me que os putos têm tendência a gostar de ouvir a mesma história porque se sentem confortáveis nela. Sim, os putos, como se os adultos não gostassem dum bom e suculento replay. Há quem diga, com razão que pode ser sempre a mesma coisa, mas a forma de a contar é diferente. É verdade mas quando se passa a vida a ver filmes, topa-se logo a coisa.
Mas nos documentários as histórias parecem ser sempre diferentes. Não têm de ter finais felizes e melhor de tudo, correspondem quase sempre a um episódio verdadeiro, com gente de carne e osso que tem comportamentos humanos, falíveis ou heroicos.
Eu a Melissa tivemos um fim-de-semana recheado a documentários que nos deixaram de olhos arregaçados de tão bons que eram. Havia twists e tudo. Os nomes deles são Searching for sugar men e The Imposter, ambos do ano passado e que, muito provavelmente, nunca chegarão às salas de cinema. Por isso, para quem se sinta curioso, pode sempre optar por os procurar na candonga.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Pássaros chateados
Depois de muitas colheres de sopa de xarope, a Melissa e o Buchas ficaram melhores das suas doenças e finalmente poderam sair de casa para um passeio em família. Já me faziam falta.
No Domingo o dia estava soalheiro e fomos andar de bicicleta para o paredão. Já não desenhava há algumas semanas e apesar do mundo da arte não ter perdido nada com isso, sentia falta dos meus traços infantis e de me sentir decepcionado ou motivado por eles.
Sentados na esplanada, tirei o caderno da mala. A ideia era fazer uma coisa simples, o mar, o céu, as rochas e os barcos lá ao fundo, tudo enquanto bebia um café. Havia um sentimento bom no ar, estava muita gente a andar dum lado para o outro, a fazer exercício, a passear os cães ou só a namorar à beira mar. É bom quando o sol aparece depois duma semana a chover.
O meu momento artístico coincidiu com o Buchas fartar-se de pedalar e de se esconder dos cães que apareciam a meter-se com ele. Foi para o pé de mim e começou a opinar. Queria o pássaro vermelho, o amarelo e o pocro dos angry birds.
Fiz-lhe a vontade.
No Domingo o dia estava soalheiro e fomos andar de bicicleta para o paredão. Já não desenhava há algumas semanas e apesar do mundo da arte não ter perdido nada com isso, sentia falta dos meus traços infantis e de me sentir decepcionado ou motivado por eles.
Sentados na esplanada, tirei o caderno da mala. A ideia era fazer uma coisa simples, o mar, o céu, as rochas e os barcos lá ao fundo, tudo enquanto bebia um café. Havia um sentimento bom no ar, estava muita gente a andar dum lado para o outro, a fazer exercício, a passear os cães ou só a namorar à beira mar. É bom quando o sol aparece depois duma semana a chover.
O meu momento artístico coincidiu com o Buchas fartar-se de pedalar e de se esconder dos cães que apareciam a meter-se com ele. Foi para o pé de mim e começou a opinar. Queria o pássaro vermelho, o amarelo e o pocro dos angry birds.
Fiz-lhe a vontade.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Viajar
Falava com a Melissa sobre filmes em que a cidade é uma personagem. Adoro ver as pessoas, a cultura a arquitectura quando são mostradas de forma crua e sem artificialismos por um bom realizador.
Nápoles foi a última cidade que visitei sem tirar o rabo da cadeira. Graças a Matteo Garrone que tanto no Gomorra como no mais recente Reality, estreado a semana passada, filma as suas histórias nas ruas dessa cidade.
Por isso quando falo de Itália digo sempre com orgulho que conheço Roma, Florença Pisa e agora Nápoles, embora nesta, nunca lá tenha posto os pés.
Nápoles foi a última cidade que visitei sem tirar o rabo da cadeira. Graças a Matteo Garrone que tanto no Gomorra como no mais recente Reality, estreado a semana passada, filma as suas histórias nas ruas dessa cidade.
Por isso quando falo de Itália digo sempre com orgulho que conheço Roma, Florença Pisa e agora Nápoles, embora nesta, nunca lá tenha posto os pés.
desenho de Simo Capecchi
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Afinal também sou pai
O meu pai é um desprendido. Acho que herdei isso dele. Apesar de gostar das pessoas que são minhas amigas e de gostar da minha família, passo meses sem lhes ligar. Um telefonema ou isso. Desde que o Gabriel nasceu tem sido pior, mas não faço por mal, simplesmente não me lembro de lhes dar uma apitadela, fazer conversa de circunstância, que está tudo bem e que qualquer dia combinamos qualquer coisa, porque é sempre assim que as chamadas telefónicas acabam comigo. Depois passam-se semanas até que combine qualquer coisa.
A minha relação com o meu pai também é assim, mas pior, porque ele, tal como eu, passa a vida no seu ritmo e deixa os que ama nos seus afazeres e não diz nada.
Neste Domingo adiantei-me. Ele tem andado com os problemas de saúde que por vezes o atiram para o hospital. Coisas sem grande importância, felizmente, mas que me assustam. Não gostava de dizer um dia que passei pouco tempo com ele. Assim prometi recuperar o tempo perdido e estar menos ausente. Fomos à Gulbenkian ver uma exposição de pintura sobre o mar e passámos um tempo porreiro os dois. Partilhamos o gosto pelo desenho e ficámos a ver aquelas obras enquanto comentávamos a destreza com que os pintores faziam o céu e a água.
No carro enquanto o levava a casa ouvimos o Moon Safari dos Air que estava no leitor de Cds e o meu pai pediu para gravar. Fomos para casa dele e ficámos os dois sentados no sofá a ouvir o disco e senti-me mesmo bem.
A minha relação com o meu pai também é assim, mas pior, porque ele, tal como eu, passa a vida no seu ritmo e deixa os que ama nos seus afazeres e não diz nada.
Neste Domingo adiantei-me. Ele tem andado com os problemas de saúde que por vezes o atiram para o hospital. Coisas sem grande importância, felizmente, mas que me assustam. Não gostava de dizer um dia que passei pouco tempo com ele. Assim prometi recuperar o tempo perdido e estar menos ausente. Fomos à Gulbenkian ver uma exposição de pintura sobre o mar e passámos um tempo porreiro os dois. Partilhamos o gosto pelo desenho e ficámos a ver aquelas obras enquanto comentávamos a destreza com que os pintores faziam o céu e a água.
No carro enquanto o levava a casa ouvimos o Moon Safari dos Air que estava no leitor de Cds e o meu pai pediu para gravar. Fomos para casa dele e ficámos os dois sentados no sofá a ouvir o disco e senti-me mesmo bem.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Adoro que ela saiba o que me faz feliz
Se me perguntarem qual é a qualidade que gosto mais na Melissa é a qualidade de achar completamente normal eu interessar-me por coisas que não têm interesse nenhum para a nossa vida conjugal. Posso interessar-me por poker, desenho, selos, baseball, cricket, faxes dos anos 90, o jogo do peão, jogos de tabuleiro ou mini-golf que nunca não tece qualquer comentário sobre o assunto.
Acho isso impressionante porque não estou a ver todos os homens poderem chegar à mesa de jantar e dizer:
"Querida, não te importas de dar banho ao nosso filho e pô-lo a dormir porque vou a casa do Pedro jogar um jogo de tabuleiro que ele comprou e só devo chegar às duas da manhã?"
Acho que são mesmo poucos os homens que se podem gabar de, ao deitar, terem um voucher para um curso de desenho debaixo da almofada ou então, enquanto estão no parque a tomar conta do seu filho, poderem ouvir dos lábios da mulher.
"Não queres desenhar isto?"
Mesmo que o desenho seja uma porcaria.
Acho isso impressionante porque não estou a ver todos os homens poderem chegar à mesa de jantar e dizer:
"Querida, não te importas de dar banho ao nosso filho e pô-lo a dormir porque vou a casa do Pedro jogar um jogo de tabuleiro que ele comprou e só devo chegar às duas da manhã?"
Acho que são mesmo poucos os homens que se podem gabar de, ao deitar, terem um voucher para um curso de desenho debaixo da almofada ou então, enquanto estão no parque a tomar conta do seu filho, poderem ouvir dos lábios da mulher.
"Não queres desenhar isto?"
Mesmo que o desenho seja uma porcaria.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Pessoas que sentem coisas
A razões porque não tiro mais cursos para desenvolver a minha veia artística é porque as pessoas nesses sítios começam logo a sentir coisas na primeira aula e se há coisa que detesto é ver pessoas a sentir.
Uma vez num workshop de escrita criativa, uma aluna, com esperança em ser escritora, teve vinte minutos a descrever o seu estado de espírito. Que via a sua imagem reflectida nas janelas do carro, que se sentava no adro da igreja, que fumava cigarros e olhava para o fumo que escapava dos seus lábios finos e que, na verdade, se sentia assim, a dissipar-se no mundo como um fumo de cigarro. Montes merdas apenas para dizer que estava aborrecida. Ainda por cima, no fim da leitura, toda a gente achou as palavras da rapariga lindas, o que a encheu de orgulho e motivada para continuar a escrever daquela maneira.
Noutra aula de escrita, essa contaram-me, a formadora pôs os alunos a dançarem com uma folha branca na mão. E eles dançaram.
A última porque passei, foi numa aula de desenho, em que nos foi pedido para passar a palma da mão, antes de iniciarmos o trabalho, pela folha em que iríamos desenhar de forma a podermos sentir o movimento.
Eu passei, claro, para não parecer mal. Fechei os olhos e tudo mas o desenho não saiu melhor.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Pingue Pingue
Os dias chuvosos atrasam toda a gente. Não gosto de andar de chapéu de chuva e fico sempre arreliado porque tenho a tendência de me esquecer dos meus em todo o lado. A Melissa fica encarregue de repor o stock. Não sei como é que ela faz isso mas compra-me sempre chapéus femininos. Em consequêcia das opções da minha mulher, nos dias cinzentos ando sempre com um ar amaricado o que não aprecio particularmente. De maneira que prefiro arriscar a sorte e andar pelas ruas sem protecção. Na maior parte das vezes chego sempre atrasado a todo o lado, porque tenho de ficar abrigado nos toldos à espera que o dilúvio passe ou acalme.
No outro dia fiquei meia hora sentado a ouvir as gotas a bater na pala da estação da Parede.
Desta vez não fiquei chateado!
No outro dia fiquei meia hora sentado a ouvir as gotas a bater na pala da estação da Parede.
Desta vez não fiquei chateado!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
O sorteio
Continuo com a minha pausa do dia em que me obrigo a desenhar a pessoa que se sentar à minha frente no comboio. Seja ela qual for.
Fico no meu lugar à espera enquanto tiro da mala o bloco, a lapiseira e a borracha.. Penso sempre que, aconteça o que acontecer, se irá sentar alguém à minha frente e que foram as contigências da vida dela que a trouxeram até mim. Pequenos atrasos, grandes amores, os sinais de trânsito, as portas do metro que não fecharam, uma conversa mais ou menos demorada, um café mais quente que demorou a ser bebido. Sei lá, os pequenos nadas que não significam coisa alguma e que, de certa forma, significam tudo, porque foram os pequenos bocadinhos da sua vida que permitiram que ela se sentasse ali, no banco em frente ao meu.
Durante vinte minutos só tenho olhos para eles.
Fico no meu lugar à espera enquanto tiro da mala o bloco, a lapiseira e a borracha.. Penso sempre que, aconteça o que acontecer, se irá sentar alguém à minha frente e que foram as contigências da vida dela que a trouxeram até mim. Pequenos atrasos, grandes amores, os sinais de trânsito, as portas do metro que não fecharam, uma conversa mais ou menos demorada, um café mais quente que demorou a ser bebido. Sei lá, os pequenos nadas que não significam coisa alguma e que, de certa forma, significam tudo, porque foram os pequenos bocadinhos da sua vida que permitiram que ela se sentasse ali, no banco em frente ao meu.
Durante vinte minutos só tenho olhos para eles.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A hora de ponta
Cada vez gosto mais de desenhar no comboio. Fico resguardado num canto e deixo o traço correr. Encontrei um sítio onde ninguém pode espiar o que faço, pelo que fico mais à vontade para errar.
Mas ando contentinho com os resultados, tendo em conta aquilo o meu passado para as coisas relacionadas com o desenho.
O um dos grandes problemas é que as pessoas gostam de se mexer, coçam-se, cruzam e descruzam as pernas, atendem telemóveis e não têm a decência de voltar a ficar como estavam.
Seja como for, adoro aquela melancolia dos passageiros enquanto fazem a sua viagem de volta.
Mas ando contentinho com os resultados, tendo em conta aquilo o meu passado para as coisas relacionadas com o desenho.
O um dos grandes problemas é que as pessoas gostam de se mexer, coçam-se, cruzam e descruzam as pernas, atendem telemóveis e não têm a decência de voltar a ficar como estavam.
Seja como for, adoro aquela melancolia dos passageiros enquanto fazem a sua viagem de volta.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Qual é a tua série favorita
No Sábado vi um documentário em que se falava das séries televisivas. Malta que adora seguir temporada atrás de temporada do Walking Dead, Lost, Dexter, Sopranos ou Gossip Girl. Amigos que se juntam para assistir aos episódios, tipos que mandam correios electrónicos aos seus criadores quando não gostam dos finais ou deixam a sua vida em suspenso para poderem legendar um episódio para os outros fãs terem legendas o mais rapidamente possível (acerca da pirataria conta-se um episódio muito interessante sobre Heroes).
Entendo o amor, mas continuo a achar que só aparece uma série mesmo boa por ano.
Já o Buchas é diferente. Aprecia uma bela bonecada, especialmente quando está a chover como este fim-de-semana. Veste o seu roube e fica a assistir às suas séries favoritas, A Casa do Mickey Mouse, Ruca, Jack e os piratas da terra do nunca e a Dra. Brinquedos.
Entendo o amor, mas continuo a achar que só aparece uma série mesmo boa por ano.
Já o Buchas é diferente. Aprecia uma bela bonecada, especialmente quando está a chover como este fim-de-semana. Veste o seu roube e fica a assistir às suas séries favoritas, A Casa do Mickey Mouse, Ruca, Jack e os piratas da terra do nunca e a Dra. Brinquedos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
A mão de Deus
É normal andar a desenhar malta que está no comboio. É uma forma de ocupar o tempo que passo na viagem, principalmente quando nao tenho nada para ler.
Ora o meu jeitinho para a arte do desenho digamos, não é nada de extraordinário e até pode ser considerado uma ofensa caso um dia destes, por infelicidade, a pessoa desenhada quiser ver o que eu fiz. Na Bélgica onde os bons desenhadores caem no céu poderia facilmente ser preso. É porque eu tenho uma capacidade incrível para fazer as pessoas parecem com outras pessoas. É mesmo muito frustrante. Uma mulher engraçada pode facilmente ficar com aspecto duma Duquesa de Alba e um surfista, quando o traço não ajuda, pode chocar com um Zé Pedro.
Mas ontem, sem literatura na mala, decidi aumentar a escala dos meus esboços e bem, não sei o que se passou, mas parece que algo pegou na minha mão e desenhou por mim. Se fosse um homem religioso e tivesse em crise de fé, diria que tivera ali, no comboio das seis e vinte e quatro a prova de que Deus existe.
Estou tão orgulhoso do milagre que tenho de o mostrar ao mundo!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Ralph
Gosto de ir ao cinema com o Buchas porque ele fica verdadeiramente feliz com isso. Quando o filme termina vai para o pé da tela dançar a música do final enquanto imita as personagens principais da fita. É tão delicioso que me sento na primeira fila a vê-lo. Ele expressa-se duma forma caótica que não se parece com nada e isso torna a sua performance num momento especial.
Mas tenho de confessar que os filmes que tenho visto não são nada de especial. Normalmente são uma seca sem nenhum sentido que me fazem amaldiçoar o dinheiro que tenho de gastar. Ainda por azar é tudo em 3D, o que não ajuda.
Mas isso não acontece com Força Ralph que é uma curtição. Cheio de piada, inteligente cheio de boas intenções e piscadelas de olho aos pais sentados na sala. Um miminho e um poema de amor dedicado aos jogos de vídeo.
Mas tenho de confessar que os filmes que tenho visto não são nada de especial. Normalmente são uma seca sem nenhum sentido que me fazem amaldiçoar o dinheiro que tenho de gastar. Ainda por azar é tudo em 3D, o que não ajuda.
Mas isso não acontece com Força Ralph que é uma curtição. Cheio de piada, inteligente cheio de boas intenções e piscadelas de olho aos pais sentados na sala. Um miminho e um poema de amor dedicado aos jogos de vídeo.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Se isto não é Feng Shui, então o que é?
Este é o altar da Melissa que fica mesmo por cima da lareira. Não somos grandes decoradores de interiores o que explica termos posto ali um Gnomo de jardim e uma vela acesa.
Encafuamos as coisas nos sítios vazios e por vezes ficamos deprimidos pelas opções que tomamos e especialmente por não conseguirmos morar numa casa bonita como aquelas que aparecem na Máxima Interiores.
Mas o Gnomo tem uma função muito mais importante que a estética. Pode parecer heresia para algumas pessoas mas é a ele que a Melissa pede as suas coisas. Para ter sorte na vida e esperança no futuro. Saúde para os amigos e familiares. Coisas que normalmente se pede num banco de igreja de joelhos. Acende com a sua fé uma vela, que fica ao lado do Anão a arder, dia e noite. Não nos podemos queixar. Não sei se é do Anão ou não, mas a verdade é que somos uma família cheia de sorte.
Ao lado do Anão está uma moldura com duas fotos que correspondem a dois momentos maravilhosos na nossa vida. O nosso casamento, em que eu a beijo num plano inclinado e o primeiro sorriso do Buchas.
Encafuamos as coisas nos sítios vazios e por vezes ficamos deprimidos pelas opções que tomamos e especialmente por não conseguirmos morar numa casa bonita como aquelas que aparecem na Máxima Interiores.
Mas o Gnomo tem uma função muito mais importante que a estética. Pode parecer heresia para algumas pessoas mas é a ele que a Melissa pede as suas coisas. Para ter sorte na vida e esperança no futuro. Saúde para os amigos e familiares. Coisas que normalmente se pede num banco de igreja de joelhos. Acende com a sua fé uma vela, que fica ao lado do Anão a arder, dia e noite. Não nos podemos queixar. Não sei se é do Anão ou não, mas a verdade é que somos uma família cheia de sorte.
Ao lado do Anão está uma moldura com duas fotos que correspondem a dois momentos maravilhosos na nossa vida. O nosso casamento, em que eu a beijo num plano inclinado e o primeiro sorriso do Buchas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A teoria do cérebro atrofiado ou o que foi feito da mulher com quem casei
A Melissa foi a minha cobaia humana e apesar de ser uma boa cobaia, com espírito crítico e essas coisas todas, tal experiência não pode ter, para os devidos efeitos, qualquer validade científica. Seja como for e como alguma gente ligada às ciências gosta muito de bradar, o que resulta com uma pessoa pode não resultar com outra.
Comecei a anotar o comportamento da minha cobaia numa noite em que se tivera queixado do cansaço. Trabalhei nas tarefas domésticas com afinco para que a cobaia não desperdiçasse muito tempo com elas por forma a que, nesse dia, fosse para o sofá mais cedo.
Sentada no sofá, comecei a despertar-lhe alguma raiva andando a surfar nos conteúdos gravados na box e também no disco externo. Nomes de filmes, séries ou documentários como Boogie Nights, Mal nascida, A separação, Neil Young – Heart of Gold, Dexter, Weekend, entre outros foram surgindo no monitor. Tudo coisas com o seu valor cultural, claro está.
A cobaia rapidamente se apercebeu dos meus intentos e avisou que não queria ver nada exigente e que lhe apetecia ver televisão. Rejeitada a minha oferta dei-lhe o comando para a mão.
Aqui fica um registo do que se viveu:
10 minutos de passagem pelos canais em que cada um não foi sintonizado mais do que 5 segundos.
15 minutos no TLC para ver as noivas ciganas
15 minutos de publicidade pré Casa dos Segredos
45 minutos Casa dos Segredos
5 minutos de publicidade
10 minutos de Zapping descontrolado sem fim em vista
5 minutos de publicidade
30 minutos de Casa dos Segredos (por acaso foi fixe porque havia lá uma concorrente a abanar o rabo)
A cobaia adormeceu profundamente.
Tempo passado à frente ao Televisor: 140 minutos
No dia seguinte, fiz o mesmo mas, coloquei logo um episódio do Dexter a rodar para que quando se sentasse no Sofá, a cobaia fosse confrontada com algo palpável para seguir.
Como esperava, a cobaia ia tecendo ao longo dos 40 minutos considerações ao episódio e à qualidade da série, chegando facilmente ao fim do episódio sem que, durante esse tempo, tivesse pedido para que a televisão fosse desligada. A cobaia desfez-se em elogios e não teve necessidade de ver o que se passava na Casa dos Segredos.
Noutro dia, procedi ao mesmo com o documentário Wasteland sobre o trabalho do artista brasileiro Vik Muniz. Desta vez estava também o pai da cobaia que, por acaso, só gosta de ver notícias. Como seria de esperar assistiram os dois ao documentário e ficaram muito felizes de terem presenciado o mesmo.
Conclusões: Parece-me que o cérebro segue qualquer coisa a que seja confrontado. Não me parece que fique cansado por ver a Petra em Bikini ou o Dexter a escolher a sua próxima vítima, embora se estivéssemos a falar de pénis a coisa fosse diferente.
O que se passou tanto no episódio do Dexter como no documentário foi que a minha cobaia seguiu o que estava a ver e que, se lhe fosse dado a escolher não optaria por ver nenhum dos programas mencionados, atirando toda a família para as peripécias dum reality show.
Uma coisa é descansar o cérebro outra é atrofiá-lo.
desenho de Matt Groening
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Desperdício de ecrã de 40 polegadas
O puto não dorme, pronto! Ele até gostava de passar pelas brasas, mas apanhou a consciência de que o tempo passado em sono é um desperdício para o seu divertimento e, por conseguinte, há que aguentar ao máximo os prazeres da vida, como mandar-se para um pula-pula cheio de ar, montar o "Rocha", o seu fiel cavalinho de brincar ou simplesmente espalhar peças dum puzzle qualquer pelas divisões da casa.
Esta forma de comportamento lixa-me os planos para as noites de cinema que tenho planeadas para mim, porque a Melissa, que está numa fase em que não quer cansar, sabe-se lá porquê, o cérebro (falarei da minha teoria do cérebro atrofiado noutro post), não quer ver nada a não ser programas parvos do TLC.
Ora o acto nobre de ver um filme pode tornar-se, no meu lar, uma autêntica batalha. Ora porque o puto se atira para cima de mim impedindo-me de seguir a acção ou porque a mãe reclama menos intectualidade na sala.
O filme de Ficção Ciêntifica Moon, que não tem mais de 100 minutos, demorei 5 dias a vê-lo.
Assim ainda vou morrer estúpido. É que já não vou para novo!
Esta forma de comportamento lixa-me os planos para as noites de cinema que tenho planeadas para mim, porque a Melissa, que está numa fase em que não quer cansar, sabe-se lá porquê, o cérebro (falarei da minha teoria do cérebro atrofiado noutro post), não quer ver nada a não ser programas parvos do TLC.
Ora o acto nobre de ver um filme pode tornar-se, no meu lar, uma autêntica batalha. Ora porque o puto se atira para cima de mim impedindo-me de seguir a acção ou porque a mãe reclama menos intectualidade na sala.
O filme de Ficção Ciêntifica Moon, que não tem mais de 100 minutos, demorei 5 dias a vê-lo.
Assim ainda vou morrer estúpido. É que já não vou para novo!
domingo, 4 de novembro de 2012
Piscina cheia
Apesar de ter de acordar cedo, os Sábados de manhã são sempre enternecedores.
Não há nada mais fofo do que ver crianças de 3 anos com as suas tocas azuis da Decathlon agarradas a esferovite e a tentar nadar numa piscina aquecida.
Também me comovo quando os marretas andam de bicicleta mas o buchas a chapinhar na água é outra coisa.
Não há nada mais fofo do que ver crianças de 3 anos com as suas tocas azuis da Decathlon agarradas a esferovite e a tentar nadar numa piscina aquecida.
Também me comovo quando os marretas andam de bicicleta mas o buchas a chapinhar na água é outra coisa.
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