quarta-feira, 28 de maio de 2014

OutJazz

Aproveitámos o sol e ficámos no Martim Moniz a beber Mojitos. Gostamos muito de ficar a apanhar sol no Martin Moniz.
Decidi que vou tentar fazer um curso de aguarela.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Tédio

Quando estão de férias ou, como agora, as escolas estão fechadas para exames nacionais, é normal os meus colegas trazerem os miúdos para o trabalho.
Tal como para nós, não há nada de interessante para fazer durante o dia, pelo que, têm de se distrair com alguma coisa. O André, por exemplo, traz sempre a sua PSP e fica a jogar o dia todo.
Claro que, nas primeiras horas ainda está bem e interessado na consola, mas com o passar do tempo vai ficando cada vez mais aborrecido.


terça-feira, 6 de maio de 2014

1º de Maio em Paris

Foi um dia de doidos. Era primeiro de Maio e sem o esperar, todos os museus estavam fechados. Não restou nenhum. Felizmente os cemitérios estavam com as portas escancaradas e fomos ao mais conhecido, Père Lachaise.
O infortúnio contudo não se esgotou no feriado. Começou a chover e rapidamente tivemos de nos abrigar nos jazigos. Enquanto a chuva não parava peguei no caderno e risquei o melhor que sei e não fiquei descontente.
A chuva continuou ao longo do dia e espiámos a Torre Eiffel. Fomos para um café e ficámos sentados a beber cerveja enquanto olhávamos para as mesas pequeninas e para os parisienses a falar coladinhos uns aos outros.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Tentativas

Gosto quando o comboio está mais cheio do que o normal e as carruagens ficam cheias de gente. Isso dá-me a possibilidade de procurar as pessoas noutras posições que não aquela em que normalmente as desenho.




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ando um bocado atrevido

Estes últimos desenhos foram feitos comigo armado ao pingarelho. Os comboios em que viajava estavam com alguma gente e não escondi o acto de desenhar como habitualmente faço. Fiquei ali a traçar um momento da vida das pessoas sem qualquer vergonha, com a confiança de que tudo vai sair bem, afinal de contas já faço isto há algum tempo e os erros vão, felizmente, diminuindo.
É certo que não desenho nada de especial mas acho que, desta vez, nenhum dos desenhados ficaria descontente.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Centro das atenções

Se o fiz uma vez posso fazê-lo muitas mais. Um homem, uma lapiseira, uma borracha e um comboio com muita gente a espreitar. Acho que estar com pessoas a mirar faz com que me esforce mais.
Quando algum passageiro fica o tempo da viagem a olhar para o que estou a desenhar sinto que isto nem está a correr mal.



terça-feira, 11 de março de 2014

Caderno novo com argolas e tudo!

Quando compro um caderno novo, esforço-me sempre para que os desenhos saiam bem logo ao princípio. Depois avacalho, claro!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Afinal o sol não morreu

Agora que os dias começaram a crescer, já consigo ver o pôr-do-sol depois de chegar à Parede. É bom ir ao infantário do buchas ainda de dia e conseguir levá-lo à praia para um café e um sumo de laranja. 
Hoje esteve a contar-me que sonhou com um Pluto gigante e que ele também entrava no sonho e mandava bolas ao Pluto para ele apanhar.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A trilogia do grafite

Nestes dias não pára de chover, os chapéus de chuva são uma companhia assídua e acabam sempre por ficar no desenho.
Não me lembro de ter chovido tanto como este ano. Caramba que é difícil andar por aí a fazer coisas alegres e a respirar a luz.
Já perdi um workshop e um encontro por causa da chuva. Já não tenho idade para apanhar uma molha e achar giro.




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Altar of Plagues

O metal mais pesado tem em mim um efeito tranquilizador. Apesar de todo o caos que esta música sugere e da brutalidade que lhe está associada tanto na forma rápida de tocar como na gritaria, a mim tudo me parece harmonioso e belo.
Nunca fui um adepto das letras da grande maioria destas bandas e confesso que toda aquela treta de vestir de preto e ter um ar assustador não me seduz minimamente, mas o que é que eu posso fazer, adoro a música que sai daquelas guitarras e baterias.
Descobri recentemente este grupo que põe de lado todos os clichés e coloca o death metal num patamar diferente. O último disco deles, Teethed Glory and Injury é um álbum conceptual tão magnífico que pensava que não se podiam fazer coisas destas no Death Metal e quando fui ver as letras, descobri que não há uma única vez escrita a palavra death ou blood. Encantado com a descoberta fui atrás dum concerto e dei de caras com malta sem o tradicionalismo metaleiro que até vai de camisa tocar.
Tou encantado!



Um concerto aqui!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Black

Quando se navega pelo Spotify encontram-se maravilhas daquelas que, de outra forma, seriam muito difíceis de dar de caras.
Isto porque este serviço tem a amabilidade de conhecer os meus gostos e frequentemente dá-me dicas de músicas que talvez goste e, para ser sincero, acerta tantas vezes que fico assustado com a sua capacidade de adivinhação.
No outro dia chutou-me com um disco duplo do Sr. Franck Black Francis que são as demos que ele gravou com a sua guitarra acústica em 1987 antes dos Pixies explodirem .
Um mino tão grande que passo os dias a ouvir aquilo.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Às segundas é sempre pior

A Melissa ofereceu-me este pequeno calendário onde me é proposto desenhar uma coisa todos os dias. Dum momento para o outro tenho a tarefa de rabiscar 365 coisas o que pode ser muito encantador para quem está de fora, mas para mim, que embarquei nesta aventura de cabeça, é uma empreitada hercúlea e ainda estamos em Janeiro.
Seja como for, independentemente disso, este desenho diário é, todavia, aquele momento em que me sinto menos só nos dias de semana, mesmo que no edifício onde trabalho estejam mais de 60 pessoas.

Por isso, mesmo sem estar aqui ao meu lado, a Melissa conseguiu, por meia hora afastar de mim esta tremenda solidão laboral em que vivo.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Onliners

Tenho uma adoração por este desenho. Não se pode considerar que seja bom, mas o prazer que me deu fazê-lo compensa tudo e senti a razão porque gosto tanto de rabiscar. Na verdade não é a qualidade do desenho que tem importância mas o prazer de o fazer.
A história é simples. Fui para a Biblioteca com o Gabriel e ele quis ver o Estrunfes 2 no leitor de DVD de lá. Não tinha nada para fazer e aproveite o tédio para desenhar os dois jovens que estavam sentados à minha frente. Senti que era das melhores imagens que tive à minha frente desde que comecei com este hobby. Estive tão entretido que até me esqueci que o Gabriel estava comigo. No fim ele apareceu e lembrou-me que o mundo é mais do que um desenho.
-Pai, sabes, já acabou o filme.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Buchas e a arte moderna

Posso falhar em montes de coisas enquanto pai. Tenho a certeza que o facilitismo acaba por me ajudar a decidir em montes de merdas relacionadas com a educação da cria, por isso é que o puto ainda não adormece sozinho na cama dele e tenho de lhe dar à boca metade das refeições, mas numa coisa congratulo-me, a criança está constantemente no laréu.
Somos uma família que passeia muito e isso faz do Buchas um puto muito feliz e cheio de vida. Ainda neste fim-de-semana estivemos em várias exposições e, apesar de ele se aborrecer de andar a ver quadros ou fotografias, nada como um jogo não resolva a questão.
Buchas qual é o quadro que gostas mais para levares para o teu quarto? ou, Buchas, não queres imitar o senhor das fotografias?
E lá conseguimos chegar ao fim.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fernando

O meu  cunhado Fernando é um gajo completamente obcecado por queques. Mas a escolha do bolo nem sempre é pacífica. O queque tem de ser simples sem pitada de laranja ou limão e o açúcar não pode ser abaunilhado. Uma chatice e uma busca quase impossível. Mas ele gosta assim e sempre que entra nas pastelarias as empregadas já sabem ao que vem.
Ao lado da nossa casa há uma pastelaria que vende os queques como ele gosta. Por isso sempre que nos visita sofre ataques de ansiedade e só pára com o nervosismo depois de ter os queques do Mimo na mão.
Ontem dormiu lá em casa e quando acordou a primeira coisa que fez depois de vestir-se foi ir ao Mimo.