sexta-feira, 21 de março de 2014

Centro das atenções

Se o fiz uma vez posso fazê-lo muitas mais. Um homem, uma lapiseira, uma borracha e um comboio com muita gente a espreitar. Acho que estar com pessoas a mirar faz com que me esforce mais.
Quando algum passageiro fica o tempo da viagem a olhar para o que estou a desenhar sinto que isto nem está a correr mal.



terça-feira, 11 de março de 2014

Caderno novo com argolas e tudo!

Quando compro um caderno novo, esforço-me sempre para que os desenhos saiam bem logo ao princípio. Depois avacalho, claro!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Afinal o sol não morreu

Agora que os dias começaram a crescer, já consigo ver o pôr-do-sol depois de chegar à Parede. É bom ir ao infantário do buchas ainda de dia e conseguir levá-lo à praia para um café e um sumo de laranja. 
Hoje esteve a contar-me que sonhou com um Pluto gigante e que ele também entrava no sonho e mandava bolas ao Pluto para ele apanhar.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A trilogia do grafite

Nestes dias não pára de chover, os chapéus de chuva são uma companhia assídua e acabam sempre por ficar no desenho.
Não me lembro de ter chovido tanto como este ano. Caramba que é difícil andar por aí a fazer coisas alegres e a respirar a luz.
Já perdi um workshop e um encontro por causa da chuva. Já não tenho idade para apanhar uma molha e achar giro.




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Altar of Plagues

O metal mais pesado tem em mim um efeito tranquilizador. Apesar de todo o caos que esta música sugere e da brutalidade que lhe está associada tanto na forma rápida de tocar como na gritaria, a mim tudo me parece harmonioso e belo.
Nunca fui um adepto das letras da grande maioria destas bandas e confesso que toda aquela treta de vestir de preto e ter um ar assustador não me seduz minimamente, mas o que é que eu posso fazer, adoro a música que sai daquelas guitarras e baterias.
Descobri recentemente este grupo que põe de lado todos os clichés e coloca o death metal num patamar diferente. O último disco deles, Teethed Glory and Injury é um álbum conceptual tão magnífico que pensava que não se podiam fazer coisas destas no Death Metal e quando fui ver as letras, descobri que não há uma única vez escrita a palavra death ou blood. Encantado com a descoberta fui atrás dum concerto e dei de caras com malta sem o tradicionalismo metaleiro que até vai de camisa tocar.
Tou encantado!



Um concerto aqui!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Black

Quando se navega pelo Spotify encontram-se maravilhas daquelas que, de outra forma, seriam muito difíceis de dar de caras.
Isto porque este serviço tem a amabilidade de conhecer os meus gostos e frequentemente dá-me dicas de músicas que talvez goste e, para ser sincero, acerta tantas vezes que fico assustado com a sua capacidade de adivinhação.
No outro dia chutou-me com um disco duplo do Sr. Franck Black Francis que são as demos que ele gravou com a sua guitarra acústica em 1987 antes dos Pixies explodirem .
Um mino tão grande que passo os dias a ouvir aquilo.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Às segundas é sempre pior

A Melissa ofereceu-me este pequeno calendário onde me é proposto desenhar uma coisa todos os dias. Dum momento para o outro tenho a tarefa de rabiscar 365 coisas o que pode ser muito encantador para quem está de fora, mas para mim, que embarquei nesta aventura de cabeça, é uma empreitada hercúlea e ainda estamos em Janeiro.
Seja como for, independentemente disso, este desenho diário é, todavia, aquele momento em que me sinto menos só nos dias de semana, mesmo que no edifício onde trabalho estejam mais de 60 pessoas.

Por isso, mesmo sem estar aqui ao meu lado, a Melissa conseguiu, por meia hora afastar de mim esta tremenda solidão laboral em que vivo.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Onliners

Tenho uma adoração por este desenho. Não se pode considerar que seja bom, mas o prazer que me deu fazê-lo compensa tudo e senti a razão porque gosto tanto de rabiscar. Na verdade não é a qualidade do desenho que tem importância mas o prazer de o fazer.
A história é simples. Fui para a Biblioteca com o Gabriel e ele quis ver o Estrunfes 2 no leitor de DVD de lá. Não tinha nada para fazer e aproveite o tédio para desenhar os dois jovens que estavam sentados à minha frente. Senti que era das melhores imagens que tive à minha frente desde que comecei com este hobby. Estive tão entretido que até me esqueci que o Gabriel estava comigo. No fim ele apareceu e lembrou-me que o mundo é mais do que um desenho.
-Pai, sabes, já acabou o filme.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Buchas e a arte moderna

Posso falhar em montes de coisas enquanto pai. Tenho a certeza que o facilitismo acaba por me ajudar a decidir em montes de merdas relacionadas com a educação da cria, por isso é que o puto ainda não adormece sozinho na cama dele e tenho de lhe dar à boca metade das refeições, mas numa coisa congratulo-me, a criança está constantemente no laréu.
Somos uma família que passeia muito e isso faz do Buchas um puto muito feliz e cheio de vida. Ainda neste fim-de-semana estivemos em várias exposições e, apesar de ele se aborrecer de andar a ver quadros ou fotografias, nada como um jogo não resolva a questão.
Buchas qual é o quadro que gostas mais para levares para o teu quarto? ou, Buchas, não queres imitar o senhor das fotografias?
E lá conseguimos chegar ao fim.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fernando

O meu  cunhado Fernando é um gajo completamente obcecado por queques. Mas a escolha do bolo nem sempre é pacífica. O queque tem de ser simples sem pitada de laranja ou limão e o açúcar não pode ser abaunilhado. Uma chatice e uma busca quase impossível. Mas ele gosta assim e sempre que entra nas pastelarias as empregadas já sabem ao que vem.
Ao lado da nossa casa há uma pastelaria que vende os queques como ele gosta. Por isso sempre que nos visita sofre ataques de ansiedade e só pára com o nervosismo depois de ter os queques do Mimo na mão.
Ontem dormiu lá em casa e quando acordou a primeira coisa que fez depois de vestir-se foi ir ao Mimo.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A quase Melissa

Ela nunca fica muito impressionada com as minhas tentativas mas caramba, está quase igual ou sou apenas eu a exagerar nos meus dotes?


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ninguém se compara a ela

Não é que me canse de dizê-lo caraças, mas a Melissa cuida tão bem de mim que julgo que irei a enterrar com uma dívida enorme para com ela. Mudou-me tanto ao longo destes onze anos que mesmo que lhe faça uma massagem diária e lhe leve o pequeno almoço todos os dias à cama não será suficiente para saldar o que contraí.
No passado dia 4 comemorei os meus 40 anos e como sempre, encarei o dia como um dia igual a todos os outros. Vá, almoçar fora e dar uma volta para se fazer qualquer coisa.
Mas a Melissa, transformou tudo em magia. O Almoço foi no Cais de Pedra do Henrique Sá Pessoa onde o bife à portuguesa saído daquela cozinha rivalizou com o bife Angus ingerido no Restaurante Fifteen do Jamie quando fomos a Londres. É que os chefes não são malta que aparece na televisão apenas para virar postas de peixe, os tipos sabem mesmo cozinhar e têm os seus padrões. 
Depois de termos pago um euro por cada vez que dissemos delicioso no almoço, fomos ao Museu de Arte Antiga ver as pinturas que vieram do Museu do Prado. O Gabriel não cooperou muito e a beleza daqueles quadros não lhe disseram nada, o que foi uma pena.
Bebemos um café na mais deslumbrante esplanada de Lisboa onde foi presenteado com canetas de tinta da China da Faber-Castell, dois conjuntos cheios de cor e mais um curso de desenho para ver se aprendo qualquer coisa. Depois pegou no Gabriel, foi dar uma volta com ele e deixou-me ali a desenhar sossegado.
Obrigadinho por tudo!


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Menos a Lisete

Estava frio depois de desenharmos a baía do Seixal. Também tínhamos fome porque já tinha passado mais de cinco horas desde que a melhor caldeirada que comi fora servida.
Fomos todos para um café enfardar galões e tostas e, abrigados no ar condicionado, desenhá-mo-nos uns ou outros.
Gosto muito disso porque as pessoas não se parecem importar que lhes estejam a tirar as medidas.

Desenhos em que servi de modelo. Lado esquerdo Paula Xavier e do lado direito não me lembro



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mundet

Visitámos o complexo industrial da Mundet no Seixal. Desde o princípio do século XX até o final dos anos 80, a cortiça era trabalhada nestas instalações e depois vendida. Chegaram a trabalhar nos anos 40 cerca de dois mil e quinhentos pessoas na Fábrica. Quando fechou o desemprego rebentou com o Seixal.
A Câmara comprou a fábrica em hasta pública e agora é um museu onde está tudo cuidado e sabe muito bem andar a passear pelos edifícios fantasmas.
Ironicamente o exercício de desenho avançado pelo Richard foi de desenhar com uma rolha de cortiça. Apesar das dificuldades e de ter deixado um rastro de tinta azul atrás de mim que perdurará em algumas pedras da fábrica até ao fim do inverno, gostei muito do resultado que adulterei no photoshop.
Modernices!



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Enquanto o diabo esfrega o olho

O desafio agora é fazer um desenho em apenas 5 minutos. A Caneta, sem lápis nem borracha.
Enquanto se bebe um café ou enquanto se chega duma estação a outra no comboio.